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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sobre a disciplina na Igreja


Por Douglas Pereira da Silva

O homem mortal, em sua negligente atitude de religiosidade, impõe critérios e princípios para aplicar disciplina ao crente que pecou, que nada tem a ver com os ensinos Neotestamentários.

Pois há quem defenda, que a disciplina é uma forma de punição ao crente faltoso, dificultando ainda mais o entendimento da justificação pela fé (Romanos 3.21-26) em função da punição que Cristo já recebeu por todos os nossos pecados (Romanos 5.8-11). 


A disciplina tem, e deve ter, os únicos objetivos: de educar o crente faltoso para caminhar em retidão, e restaura-lo à comunhão da comunidade cristã; o corpo de Cristo.

O ministro deve corrigir, repreender e exortar com toda LONGANIMIDADE (II Timóteo 4.2), e com espirito de BRANDURA (Gálatas 6.1)

Há três graus de disciplina eclesiástica:


a) Disciplina Formativa: Ensino, pregação, exortação e admoestação;

b) Disciplina Corretiva: Conforme encontramos em Gálatas 6.1 e Mateus 18.15;

c) Disciplina Cirúrgica: Que é o ato de afastar o membro da comunhão, e encaminha-lo para ser recuperado.

Todavia, o ministro – para ser habilitado à aplicar a disciplina - deve essencialmente possuir em seu caráter, as três leis áureas que regem a vida dos discípulos de Cristo:

1°) A lei do Amor;

2°) A lei da confissão de faltas;

3°) A lei do perdão.

As denominações e seus ministros, cumprem com estes requisitos previstos na Escritura, quando é necessário aplicar a disciplina eclesiástica nos dias de hoje?

6 comentários:

  1. Douglas, meu mano.

    Sabemos que nossa denominação o único pecado disciplinado é o de ordem sexual. A saber fornicação e adultério. Algumas vezes há também alguma disciplina na parte de dívidas financeiras e bebidas, porém mais voltado ao ministério.

    Portanto coamos um adúltero e deixamos passar um mentiroso, invejoso, egoísta etc.

    Eu confesso que, diante da Palavra de Deus, mesmo tendo a minha frente um irmão/irmã em situação de adultério por exemplo, não vejo em mim condições de exercer a disciplina (tirar a liberdade).
    Pelo simples fato reportado em João 8.

    Já tive isto pela frente. Reportei à irmã que estava em situação de pecado todo o Evangelho de Cristo. Foram duas horas de conversa em cima da Bíblia.
    Ela chorou e confessou diante de Deus o seu pecado, dizendo que tinha nojo daquilo que tinha feito, e pedindo forças para Deus em não pecar mais.

    Choramos juntos, oramos e Deus restaurou a vida daquela irmã. Louvado seja Deus!

    Agora quanto aos "rebeldes", confesso que os mesmos acabam por se isolarem.
    Penso que o que devemos ter na Igreja é uma consciência sobre o pecado, procurando nós todos nos desvencilharmos o máximo possível deles. E daí, inclui adultério, idolatria, mentira, inveja, egoísmo, glutonaria, bebedices, ira, dissenssões, etc.

    Portanto a disciplina que eu prefiro aplicar é conduzir a pessoa a Cristo. E daí sei que duas coisas podem acontecer: Arrependimento (e vou ajudar a pessoa em oração e naquilo que for necessário para deixar o pecado) ou rebeldia, que leva a própria pessoa a se afastar, não sendo necessário em momento nenhum usar de autoridade em reprimir.

    E na Prática, o arrependimento é aquilo que sempre acaba surgindo. Glórias a Deus!

    Um abraço com carinho.

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    1. Nossa HP,

      Você nos deu um belo exemplo na prática, de como deve ser a disciplina eclesiástica! Não creio que expor o transgressor e seu pecado para toda comunidade, seja uma maneira eficaz na restauração e vida cristã da pessoa! Isso só servirá para envergonha-la, e faze-la se afastar da comunhão com os irmãos!

      A questão em pauta HP, é que os ministros invertem a ordem dos valores, isto é, colocam a denominação em primeiro lugar, e as pessoas ficam em segundo plano. O evangelho nos ensina a priorizar as pessoas e não denominações. Disseram-me lá no "CONSULTANDO a BÍBLIA", que o cristão faltoso deve ser disciplinado para ser punido. Ora, se assim for, segue-se então que Cristo morreu em vão.

      Concordo com o Caio Fabio, quando ele diz que "expor o pecado publicamente para a Igreja é uma tremenda furada, além de que a situação psicológica da pessoa, vai piorar"!

      Agora, existe sim, os rebeldes que se afastam da Igreja por si próprios!

      HP, nossa denominação só lembra que Paulo aplicou a disciplina cirúrgica em I Corintios 5, mas se esquecem que, em II Corintios 2, ele reabilita o transgressor por causa do arrependimento, e solicita que toda a Igreja receba-o em amor!

      Amei seu comentário meu mano, continuo orando para que Deus levante mais Hp's no corpo ministerial de nossa denominação!

      Um grande abraço,
      no amor de Deus

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    2. Infelizmente o que você expôs é a realidade, meu irmão.

      Não são poucos zelosos pela denominação e não pela Igreja, que é o corpo.

      Ainda ontem ouvi o Caio dizer uma coisa verdadeira:
      "Se eu estou com um problema no braço, eu tiro meu braço e deixo no hospital pra curarem, voltando pra buscar quando ele estiver bem?
      Ou vou eu todo para o hospital cuidar do meu braço machucado, para quando ele estiver bem, voltar eu todo à ativa?"

      Enfim... o Caio Fábio é mesmo herege do óbvio, como ele próprio diz. hehehehe

      Um abração meu irmão!

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  2. Meu rei, mais um post edificante. E concordo com o HP. Quando um cristão cai em pecado, deve-se encaminhá-lo com espírito de mansidão, explicando o erro que cometeu e encaminhá-lo ao arrependimento e abandono do pecado. Se isto for cumprido, ótimo. Se não for cumprido e o crente faltoso continuar a VIVER no pecado, como o fornicário de Corinto (que estava vivendo no pecado), aí toma-se medidas mais duras. E se depois de tais medidas o crente arrepende-se e abandonar o pecado, deve voltar à comunhão.

    "Porque, se alguém me contristou, não me contristou a mim senão em parte, para vos não sobrecarregar a vós todos.
    Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos.
    De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza.
    Por isso vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor."
    2 Coríntios 2:5-8

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    1. Perfeito Mateus,

      Deus abençoe pela participação meu mano amado!

      É desta forma que cremos - pois está na Bíblia - e assim esperamos que aconteça no seio de nossa denominação - o que na prática, infelizmente não acontece na maioria das vezes - com exceção ao nosso irmão HP, que tem uma visão bíblica, saudável e equilibrada em sua prática cristã!

      Um grande abraço meu rei, com a paz de Deus

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    2. A meu juízo, disciplinar o pecador quando ele volta arrependido é necessário, porém, por um período curto de tempo, "digamos: no mínimo 6 meses e no máximo um ano" , mas nunca expor a sua situação perante a comunidade, ninguém precisa saber o que ele praticou ou deixou de praticar, este é um assunto entre ele e Deus. ..I JOÃO 2-
      1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
      2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

      O pecador que volta arrependido para os braços do Pai deve ser aconselhado, orientado, encorajado, sempre no Amor de Deus, porém, essa disciplina deve ser aplicada na dose certa, do contrário poderá causar efeitos colaterais irreversíveis.

      Em algumas regiões quando o pecador decide se apresentar ao corpo ministerial, manifestando o desejo de ter um reencontro com Cristo através da humilhação e do arrependimento, ele é orientado a sentar-se no último banco (o chamado banco da misericórdia) e aguardar pelo resto da vida o julgamento final, e segundo os fariseus legalistas de plantão, é Deus quem vai decidir o seu destino.

      Esse procedimento é absurdo, desumano, horroroso e torturador, sem nenhum embasamento bíblico, e é nessa condição que o tempo vai passando, e muita das vezes ele nunca é ouvido, poque na cabeça dos "pseudos juízes" de plantão, para aquele pecador não há mais solução.

      Portanto meus caríssimos e amados irmãos e irmãs. Precisamos estar em luta constante contra a nossa carne para não cairmos em tentação e pecar, porque o caminho de volta é terrivelmente doloroso. ...“Não podemos impedir que os pássaros voem sobre as nossas cabeças, mas podemos impedir que eles façam ninhos sobre elas. Assim também não podemos nos livrar de sermos tentados, mas podemos lutar para não cairmos em tentações. (Martinho Lutero) A nossa carne é fraca. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (MARCOS 14:38)

      A maneira de nós nos desprendermos de nossas culpas, dos nossos pecados, é a humilhação, o arrependimento, e a certeza de nunca mais cometermos o mesmos erros.

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