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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ”



A CELEBRAÇÃO da Ceia do Senhor (I Co 11:17-34). Aqueles que usam apenas a Versão Corrigida de Almeida quando leem as palavras de Jesus “Isto é o meu corpo, isto é o meu sangue”, e interpretando fora do contexto, acabam praticando a idolatria romanista da transubstanciação quando afirma que “pão e vinho” se transformam literalmente no corpo e no sangue de Cristo. Quando Jesus disse estas palavras, Ele estava vivo e, portanto, não se transformou literalmente em seu corpo e sangue, mas estes elementos visam simbolizar o resgate: Fazei isto em memória (lembrança) de Mim.

Dentro desse contexto, “ISTO É” tem o mesmo sentido de “ISTO SIGNIFICA”, conforme muitas versões Bíblicas traduziram mais corretamente. É o mesmo caso quando Jesus diz: “Eu sou a Porta, o Caminho, a Videira”; evidentemente que Jesus não é literalmente, “porta, caminho e videira”, mas significa, simboliza.

Muitas igrejas fazem do dia da Ceia do Senhor uma tremenda opressão, deixando de ser comemoração da libertação. Citam o texto Bíblico que quem não participa da Santa Ceia não tem parte com o Senhor; mas quem toma indignamente toma para sua condenação; isto, fora do contexto histórico e doutrinário, deixa o crente sem saída, pois nenhum crente sincero se acha digno por si mesmo; é Jesus que nos torna dignos.

Depois, a indignidade de que fala Paulo não se refere a pecados, mas ao fato de NÃO DISCERNIR, entre a Ceia do Senhor e uma ceia comum, e foi o que fizeram os irmãos de Corinto. Celebravam junto uma festa de amor (Ágape) e além de não demonstrar nenhum amor para com os pobres, se embriagaram, e chegaram a celebração da Ceia como se fosse uma festa comum para se comer e beber; tomaram-na indignamente sem discernir.

Para o crente que cometeu algum pecado grave é a oportunidade que ele tem de reconhecer em Cristo Aquele que nos redime das culpas, e se for uma igreja Bíblica é a oportunidade dele se reconciliar e voltar à comunhão. 

Claro que pecados graves e que se tornaram públicos devem ter um tempo de disciplina para que aquele que pecou caia em si, e para que sirva de exemplo aos demais de que a congregação não compactua com tais pecados; mas Paulo ensinou que esta disciplina deve ser suspensa tão logo ele mostre arrependimento sincero (II Co 2:1-11). 

O mesmo erro se comete com as palavras: “tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo que desligardes na terra será desligado nos céus” (Mt 16:19); erradamente se aplica como se o ministro tivesse o poder de ligar e desligar quanto à salvação. O texto se refere as chaves do conhecimento dadas a Pedro, e usadas por ele para abrir a porta da graça; aos judeus no dia de pentecostes, e aos gentios na casa de Cornélio (At caps 2 e 10).

Pode se aplicar em relação ao crente individualmente no seguinte sentido: Quando o penitente se arrepende dos seus pecados, ele deve ser “ligado na terra” [à comunhão], pois já foi “ligado no céu” pela fé no sangue expiador; por outro lado, quando ele rejeita a Palavra da Escritura, não mostra arrependimento, deve ser “desligado na terra” [da comunhão] porque se acha desligado no céu. 

O pensamento exposto nesse texto é: “Seja o que for que proibires na terra tem de ser o que já é proibido no céu, e seja o que for que permitires na terra, tem de ser o que já é permitido no céu”.


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