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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Crucificando novamente o Filho de Deus: a explicação de Hebreus 6:4-6


Por Mateus de Souza

Olá a todos. Que a Graça e a Paz da parte de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo estejam com todos vocês. Hoje gostaria de explicar uma passagem bíblica à qual muitos dão uma interpretação equivocada, principalmente os membros da denominação a qual faço parte.

Meu foco ao explicar Hebreus 6:4-6 não é fazer uma defesa do calvinismo (embora eu seja calvinista), mas refutar uma crença de muitos de minha denominação: a de que o texto se refere a cristãos que tenham cometido algum pecado sexual.
Muitas pessoas que conheço costumam dizer que, se você é cristão e cair num pecado sexual, está crucificando o Filho de Deus e não há perdão pra você. Ou não deveria (embora não confessem assim). Ou esse perdão poderia ser obtido, mas com grande dificuldade.


Vamos lá. A passagem bíblica diz o seguinte:

"Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." (Hebreus 6:4-6).

Ao ler este texto, muitos que conheço - sim, muitos, não apenas um ou outro, dizem que o texto se refere aos que pecam sexualmente. "Eles crucificaram o Filho de Deus novamente. É impossível serem renovados para o arrependimento". Sim, com essas mesmas palavras. Ou seja, de tantos pecados que existem - mentira, cobiça, gula, fofoca, orgulho, ódio, embriaguez, ganância e outros - eu nunca os vi dizerem que uma pessoa que caia em algum desses pecados tenha crucificado novamente o Filho de Deus. Mas somente os que caem em imoralidade sexual.

Pois bem, vamos agora explicar o texto e desconstruir essa crença estranha. Primeiramente, a quem foi escrita essa carta? Sabemos que foi aos hebreus.
Quem eram esses hebreus? Eram judeus que se converteram (uma minoria em comparação ao tamanho do povo judeu).

Sabemos que nosso Senhor veio do povo judeu, que os primeiros discípulos vieram de lá e que o Evangelho começou a ser propagado lá, por eles. Sabemos também que a nação judaica rejeitou a Cristo. Entretanto, obviamente que nesta nação algumas pessoas creram. Essas pessoas formaram a "primeira" Igreja de Cristo. Depois que nosso Senhor ascendeu aos céus, a Igreja só existia de judeus/hebreus. Ao lermos o livro de Atos dos apóstolos, percebemos que a Igreja teve inicio ali. Portanto, essa epístola aos hebreus foi direcionada àquela igreja, que vivia na nação de Israel, que rejeitou a Cristo.

Vamos entender mais uma coisa. O povo de Israel (que eram os judeus/hebreus) rejeitou a Cristo. Entretanto, continuou com as práticas do Antigo Testamento: sacrifício de animais no Templo, sacerdócio levítico, festas judaicas, purificação etc. Todas aquelas coisas do Velho Testamento.

Você pode ver até aqui, portanto, que em Israel havia dois povos: os cristãos hebreus (uma minoria dentre o povo), e os judeus que rejeitaram a Cristo mas que continuavam com a religião do Antigo Testamento.

Pois bem, o que você pode imaginar que aconteceria? Os cristãos hebreus começaram a ser perseguidos pelo resto do povo, que era a maioria. Assim como podemos ver em Atos que a Igreja sofreu perseguição em Jerusalém, ela não parou. A Igreja de Cristo estava sendo duramente perseguida, e os judeus queriam que eles abandonassem a fé em Cristo e voltassem à religião do Antigo Testamento. E alguns cristãos por não suportarem a perseguição abandonaram a Cristo, rejeitaram Ele, e voltaram à religião antiga.

Se você entendeu o que expliquei acima, entenderá o seguinte: a carta aos hebreus foi escrita com um propósito: impedir que os cristãos hebreus abandonassem a Cristo e voltassem à antiga aliança, à antiga religião.Que voltassem ao Antigo Testamento, por assim dizer. O autor dessa epístola (que muitos dizem ter sido Paulo, mas não se sabe ao certo) utiliza argumentos mostrando a superioridade de Cristo em relação aos elementos e pessoas da antiga aliança.

O povo judeu tinha muita admiração por anjos. No capítulo 1 da epístola aos Hebreus é dito que Cristo é superior aos anjos. No capítulo 3 é dito que Cristo é superior a Moisés. No capítulo 4 é dito que Cristo é superior a Josué, e que o descanso oferecido por Cristo é maior que o descanso do Sábado. No capítulo 5 é dito que Cristo é superior aos sumo-sacerdotes. No capítulo 7 ele prossegue falando da superioridade de Cristo em relação aos sumo-sacerdotes. No capítulo 8 ele diz que a nova aliança é superior à primeira. Nos capítulos 9 e 10 ele diz que Cristo é superior a Lei e suas sombras.

Perceberam? O propósito da epístola aos hebreus é impedir que aqueles cristãos abandonassem a Cristo e voltassem à religião antiga, e pra isso o autor da carta vai explicando como Cristo é superior às pessoas e coisas do Antigo Testamento. O propósito, portanto, era evitar o pecado da apostasia, e não outros pecados, embora saibamos que eles devem ser evitados.

Vamos agora falar rapidamente sobre os sacrifícios. O povo judeu sacrificava animais pra propiciação de pecados. O próprio Deus instituiu isso no passado. Entretanto, esses sacrifícios eram apenas sombras do verdadeiro sacrifício que efetivamente tira os pecados e salva: o Sacrifício de Cristo.

Portanto, uma vez que Cristo veio e fez o sacrifício perfeito, voltar a praticar sacrifícios de animais seria abominação. Seria dizer que não cria no sacrifício de Cristo. E era isso que os judeus estavam fazendo. E foi isso que alguns cristãos hebreus passaram a fazer: eles negaram a Cristo, disseram que não criam mais Nele e voltaram a sacrificar animais. Isso é abominação. Isso é crucificar o Filho de Deus novamente. É impossível que essas pessoas sejam renovadas para o arrependimento. Essas pessoas não se arrependem. Elas rejeitam deliberadamente o Salvador. Uma coisa é você cometer imoralidade sexual, mentira, furto, cobiça etc. Você se arrepende, pede perdão a Deus e abandona o pecado. Outra coisa é você abandonar a Cristo e simplesmente dizer que Ele não é Salvador coisa alguma. Quem faz isso ficou com a mente cauterizada. Esse é o pecado advertido em Hebreus 6:4-6. Isso que significa crucificar novamente o Filho de Deus.

Em Hebreus 10:26-29 vemos algo parecido:

"Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?" (Hebreus 10:26-29).

Pecar voluntariamente ali está se referindo ao pecado da apostasia. Ao abandono de Cristo. A voltar a oferecer e confiar em sacrifícios de animais. Por isso ali é dito que "já não resta mais sacrifício pelos pecados". Uma vez que você conhece a Verdade (Cristo é Salvador e Seu Sacrifício salva), e abandona isso, não há esperança pra você. Pois se alguém não crê mais em Cristo e o abandona, simplesmente não há como essa pessoa ser salva, pois o único sacrifício que pode salvar é o de Cristo. Uma vez que alguém rejeita isso, não resta mais sacrifício, mas uma condenação eterna por ter pisado o Filho de Deus e ter profanado o Seu Sangue.

Termino aqui meu texto. Procurei explicar detalhadamente os versículos envolvidos. Crucificar a Cristo de novo é rejeitar a Sua Pessoa e o Seu Sacrifício, voltando a sacrificar animais ou qualquer outra confiança de salvação que não seja no único sacrifício aceito por Deus, a saber, o de Cristo Jesus nosso Senhor. Não se refere ao pecado da mentira, do ódio, orgulho, nem se refere aos pecados sexuais. Aliás, Deus oferece perdão gratuitamente ao cristão que caírem em imoralidade sexual, exigindo que ele se arrependa e abandone essa prática. Em Apocalipse 2, a partir do versículo 18, Jesus manda uma mensagem pra Igreja de Tiatira. Havia ali cristãos que fornicaram com uma mulher, que o Senhor chama de Jezabel. Cristo diz que traria uma tribulação sobre eles, se não se arrependessem. Ele ordena-os aos arrependimento. A mesma coisa ocorreu com o fornicário de Corinto. Paulo o expulsou na primeira epístola pelo fato de que ele estava vivendo em fornicação sem arrependimento algum (1 Coríntios 5), porém, já na segunda epístola, pede para que a Igreja o receba de volta como irmão (2 Coríntios 2).

Não estou aqui dizendo para as pessoas fornicarem e adulterarem. Isso é pecado. E é grave. Mas Deus deixa claramente nas Escrituras que Ele perdoa liberalmente. Que na epístola aos hebreus, crucificar novamente o Filho de Deus é rejeitá-lo, não se referindo aos que cometem pecados sexuais.

Um abraço a todos!

domingo, 3 de abril de 2016

Os "pecadinhos" ou faltas


Por Mateus de Souza


Olá a todos. Faz mais de 6 meses que não publico nada em meu blog. Hoje queria escrever um texto baseado numa reflexão que fiz nas palavras de nosso Senhor.

Gostaria de começar com uma suposição. Imagine que Jesus estivesse fisicamente presente com você e outros irmãos. Imagine que Jesus esteja dando um sermão, e este é sobre o fim dos tempos. Imagine que depois de terminar esse sermão profético, Jesus agora alerte contra alguns pecados. Eu pergunto: Contra quais pecados Ele alertaria?

Muitos poderiam dizer: assassinato, imoralidade sexual, furto, idolatria... afinal, existe uma graduação de pecados que é feita de maneira errada. Muitos acabam fixando apenas em abster-se de alguns pecados e esquecem-se de outros. Embora, por exemplo, uma "simples" mentira e um homicídio tenham proporções e castigos diferentes, no entanto esses dois pecados se igualam numa coisa: ambos representam uma ofensa a Deus e os praticantes estão sujeitos à punição, mesmo que em proporção diferente, caso não se arrependam verdadeiramente.

Mas... sobre quais pecados Jesus alertou mesmo? Vamos para Lucas 21. Se vocês lerem o capítulo, verão que Cristo está falando da destruição do templo, de Jerusalém, dos terrores que as pessoas passariam, de desespero, destruição e ruína. Este sermão vai do versículo 5 ao versículo 33. E depois que nosso Senhor termina, adverte os seus discípulos com essas palavras:

"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia."(Lucas 21:34)

Perceberam? Cristo não alerta sobre imoralidade sexual, homicídio, furto, idolatria. Ele alerta sobre três pecados: glutonaria (gula), embriaguez e os cuidados exagerados desta vida.

Quem hoje em dia fala de glutonaria? Quem prega contra esse pecado? Eu confesso que em 20 anos na Igreja nunca vi algum pregador abordar esses pecados. Aliás, o que vejo muitas vezes são cristãos participando de rodízios de carne e pizza e fazendo apostas pra ver quem come mais. E normalmente o que come mais sai mal do local. Glutonaria é um pecado esquecido. A gula se tornou comum. Muita gente nem sabe que é pecado porque nunca ouviu falar, isso eu posso atestar. Muitas pessoas não sabem e muitas sabem mas negligenciam que a gula é tão grave como a bebedice.

O outro pecado é a embriaguez. É um pecado que, no geral, os cristãos sabem que é e no geral não fazem apostas para verem quem bebe mais. Inclusive muitos até vão ao extremo de considerarem um gole de álcool sendo pecado, sendo que o versículo fala contra a embriaguez. Entretanto, é "difícil" entender por que muitos pregam contra esse pecado porém esquecem da gula.

O terceiro pecado citado por Cristo é sobre os cuidados desta vida. Ora, é natural que procuremos trabalhar, crescer etc. No entanto, existe um risco nisso aí. Devemos saber ponderar bem para que não façamos deste mundo o nosso lar. Para que nosso tempo pra ler e meditar na Palavra, orar, visitar os enfermos e cuidar de nossa família existam. Para que os cuidados desta vida em trabalhos e estudos e outras coisas daqui da terra não façam que negligenciemos as atividades do Reino e a estar à espera da volta de nosso Redentor. Eu confesso ser difícil ouvir algum cristão ou ouvir alguma pregação que exorte sobre o cuidado exagerado das coisas desta vida.

Espero que este pequeno texto desperte os leitores a lembrarem-se dos "pecadinhos" que passam despercebidos e que acordem para uma vida de piedade e devoção mais firme e real.

A CCB finalmente entendeu que não existe pecado "DE" morte


Por Onicio Fabri

AGORA SIM! CONFIRMADO... GLÓRIAS A DEUS.

Olha isso meus irmãos Alceu Figueiredo, Douglas Pereira da Silva, Jonas Plazza, Tomaz Tomaz, meus velhos e queridos companheiros de luta de longa data, tudo que defendemos há dezenas de anos agora se tornou realidade.

Realmente hoje, recebi a informação de uma fonte digna de crédito, que foi elaborado um tópico de ensinamento para o ministério instruindo-os a não mais usar a frase pecado DE morte, pois nas Sagradas Escrituras não está escrito dessa forma. Em I João 5:16 e 17 está escrito sim pecado PARA morte.

Segundo fui informado, o irmão que passou este ensinamento na Assembleia do Brás hoje, 02 de Abril de 2016, exortou que se algum irmão encontrar um pecador ou uma pecadora na rua, não os despreze; abrace-os e ajude-os a se levantar e, se estiver na igreja sentado ao lado de um pecador ou uma pecadora, do mesmo modo não a despreze, saúda-os com amor.

Na exortação da Palavra no momento de passar os ensinamentos o irmão disse ainda que não devemos em hipótese alguma julgar, muito pelo contrário, temos que abraçar pois somente Deus conhece os corações e sabe se o tal pecador ou a pecadora já recebeu ou irá receber de Deus o perdão.

Portanto meus irmãos e irmãs, quem me passou estas informações é um irmão, membro do ministério que estava lá.
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"Minha alma engrandece ao meu Salvador. O quanto combatemos o que o Espírito Santo deu ao ministério de entender. Louvo ao Senhor pela grande notícia que recebi nesse momento." (Tomaz Tomaz)
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"Glória a Deus, eu tenho certeza que as coisas vão mudar não na velocidade que gostaríamos mas vão mudar." (Mozart Cardoso)
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"Um pequeno avanço. Esperemos que os ouvintes dessa reunião cumpram isso." (Mateus de Souza)
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"Demorou 106 anos para aconhecer uma verdade incontestável, clara e cristalina; muitas almas morreram angustiadas, famílias foram destroçadas, mas doravante muitos encontrarão o caminho da graça e do perdão. O que considero mais importante em tudo isso é que a infalibilidade do púlpito é destronada. Isso é maravilhoso." (Alceu Figueiredo)
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"Glória a Deus! A noticia é animadora; o Espírito do Senhor iluminou a mente dos nossos irmãos quanto a este assunto. Meu desejo e expectativa é que ensinem o verdadeiro significado e interpretem corretamente o "pecado para morte" - que não tem nada haver com adultério e fornicação. No mais, ainda há muito o que fazer; existem muitos outros jargões que estão completamente divorciados da Sagrada Escritura, e que precisam ser banidas do nosso meio: "pisar no sangue", "estou nesta graça", "o crente somente tem faltas", "a letra mata", "Deus me chamou no santo batismo" etc." (Douglas Pereira da Silva)

sábado, 2 de abril de 2016

O Pródigo que ficou em casa

Por Paul Earnhart

“Ora, o filho mais velho estivera no campo; e quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo” (Lucas 15:25-27).

É aqui que a trama da parábola do filho pródigo engrossa. A localização da história de Jesus torna evidente que independente de quanto é comovente a saga do filho mais novo, o filho mais velho é o verdadeiro foco da parábola. Foi dito como resposta a acusação orgulhosa da elite religiosa judia de que Jesus expôs o seu verdadeiro caráter através da sua companhia—“pecadores” notórios e ladrões.

A sua acusação na verdade fez mais em revelar o seu próprio orgulho hipócrita e sem piedade do que qualquer falha no Senhor, um fato que não era provável que reparassem. E foi da preocupação por eles, não pelos “pecadores” desprezados, que esta grande parábola surgiu - uma história de um filho esbanjador, um pai de coração partido e um irmão que se recusou a se reconciliar com qualquer um deles. Como poderiam não ser tocados por esta história comovente a respeito do amor de um pai por um filho desviado e a sua alegria com a recuperação deste filho? Não eram eles pais também? Não seria isso que eles teriam feito?

O filho mais velho, de início não tem um papel grande na história. Quando seu pai, a pedido de seu irmão, divide os seus pertences, ele simplesmente recebe dois terços da riqueza do seu pai que era, como primogênito, dele de direito (Deuteronômio 21:17).

Se ele compartilhou a dor do seu pai com a partida repentina do seu irmão ou o seu anseio por ele durante a sua ausência, não nos contaram. Ele estava cuidando dos negócios na fazenda. Enquanto o seu irmão tolo estava gastando muito dinheiro numa rebeldia grande, ele era a alma da indústria. Ele era respeitável e responsável. O seu irmão era sem valor, sem perdão. Ele era bom, seu irmão era mal. Em contraste, o irmão mais velho encontrou seu sentido e seu valor. Foi o que tornou seu mundo ordenado e lhe deu sentido.

Mas agora repentinamente acaba toda esta ordem. O seu irmão esbanjador voltou; não para a vergonha, como certamente merecia, mas para música e danças! A raiva do irmão mais velho estava muito forte diante de tal injustiça. Para a sua diligência e fidelidade, não havia tido nenhuma comemoração nem festividades, nem um cabrito! Mas agora para este jovem imoral e sem valor, uma alegria extasiada! Era completamente errado!

O convite do seu pai para que ele entrasse e se juntasse a comemoração, para ele era uma total estupidez. O seu pai era tão tolo quanto seu irmão era um libertino. Era uma violação de tudo que era justo e correto e ele não chegaria perto de tal insanidade. Com sua reação ele não só demonstra o seu desprezo por seu irmão que esteve desviado, mas também pelo seu pai, que sempre havia sido fiel. Para o homem que lhe criou e lhe deu tudo o que possuía não havia nem respeito nem compaixão. A sua auto-justiça orgulhosa (“sem jamais transgredir uma ordem”) e ambição para si mesmo se mostram de forma crua. Era uma cena feia; e era isso que Jesus queria mostrar.

O menino que ficou em casa era tão pródigo quanto seu irmão mais novo. Ele havia vivido todo este tempo comendo as espigas secas da auto-justiça enquanto, como seu pai o lembrou, “tudo o que é meu é teu”. Não era por merecer que ele teria toda esta abundância, mas pelo amor do seu pai. Tudo que ele precisava era ter pedido.

Esta grande parábola é a imagem de duas figuras: Deus na sua grande bondade e misericórdia e o fariseu na sua miserável mesquinhez espiritual. Como o irmão mais velho, o Fariseu não servia a Deus porque O amava mas porque trouxe a ele um sentido incrível de superioridade pessoal. Ele era abjetamente pobre no seu merecimento imaginário quando ele poderia ser rico pela graça de Deus.

Como o irmão mais velho via o seu irmão mais novo os fariseus olhavam com desprezo os “pecadores” socialmente desprezados e jamais viam a sua própria pobreza espiritual. A verdade é que eram, de longe, piores que os publicanos e “pecadores” com os quais acusavam Jesus porque aqueles excluídos frequentemente reconheciam o seu estado pecador - algo de que nenhum Fariseu com respeito próprio seria culpado. Assim, como uma vez Jesus lhes disse, “publicanos e meretrizes vos procedem no reino de Deus” (Mateus 21:31). Porém mesmo assim Deus os ama, e pede a eles que venham para a festa. Que Pai maravilhoso!

domingo, 27 de março de 2016

Pecado "De" Morte: história e sua origem


Por Douglas Pereira da Silva


Há muitos anos que a CCB, por meio de sua cultura escrita e oral, ensina em seus púlpitos – com algumas raras exceções – a doutrina herética e heterodoxa do “pecado DE morte”.

A concepção deste pecado ser o adultério e que não há perdão após o batismo, é advinda do paganismo grego, e dos povos primitivos com seus panteões de deuses que eram cultuados nas religiões politeístas.

Este conceito surgiu no cristianismo durante o 2° século da era cristã, com Montano (+ ou – 150 a 198 d. C.).

Montano era sacerdote do deus Apolo e dos cultos pagãos dedicados aos deuses Átis e Cibele; ele se converteu ao cristianismo e tentou adotar muitas de suas práticas heréticas como doutrina para os cristãos. Mais tarde foi excomungado por heresia pelo papa Vitor, em 198 d.C.

Dentre as heresias que justificaram a sua excomunhão, estão:

a) Afirmava que o Paráclito prometido em João 14.26; 16.7, se encarnara em sua própria pessoa;

b) Apresentava-se como a presença viva do Espírito Santo, afirmando categoricamente, ser ele a revelação perfeita, e ainda, sentia-se a maior autoridade, dizendo estar acima das Escrituras Sagradas;

c) Montano dizia em suas prédicas e homilias: "Vim, não como anjo ou mensageiro, mas como o próprio Deus Pai"; em outras de suas falas, também dizia: "Vede, o homem é como a lira, e eu sou o arco; o homem dorme, e eu velo...".

Após ser excomungado, e sua estranha teologia ter sido condenada pelo Papa Vítor em 198 d.C. fundou um movimento fanático que vivia segundo as revelações proféticas sem fundamentação bíblica; não havia uma exegese e interpretação sólida da Sagrada Escritura.

Suas preleções deixavam apreensivas e oprimidas as pessoas que ouviam suas mensagens fantasiosas sobre o fim do mundo.

Assim surge, então, o montanismo – seita cristã que foi fundada pelo próprio Montano após sua excomunhão.

As ideias e as crenças que foram elaboradas por Montano para doutrinar os seus seguidores, podem ser organizadas pelas seguintes súmulas:

a) Fé incondicionada de seus adeptos, obediência às suas ordens e uma moral rígida, dura, rigorosa, uma prática ascética de jejuns severos;

b) Aconselhamento e encorajamento ao martírio, interdição do matrimonio, especialmente das segundas núpcias;

c) Após o batismo, quem pecasse não poderia esperar novo perdão dos pecados, como o adultério e a apostasia, pois considerava tais pecados "a morte" para seus praticantes (aqui está o pecado de morte ensinado pela CCB);

d) Era proibido severamente, o uso de ornamentos nas mulheres (como uso de maquiagens, brincos, perfumes etc.), a aceitação de cargos públicos era terminantemente proibida. (A CCB também pratica estes ensinos com algumas variações).

No entanto, a boa notícia é que Deus por sua misericórdia, tem iluminado pelo seu Espirito a mente dos nossos irmãos que fazem parte do colegiado ministerial do Brás com relação a esta doutrina, conforme noticiamos no artigo “Pecado"DE" Morte: A decisão deliberada em Reunião da Assembleia Geral no Brás”.

Oremos e Labutemos, para que haja de forma completa um avivamento e uma reforma bíblica entre nossa querida irmandade!

sábado, 26 de março de 2016

Pecado "DE" Morte: A decisão deliberada em Reunião da Assembléia Geral no Brás


Por Onicio Fabri

Desejo manisfestar o meu contentamento por algo que ouvi hoje nas dependências da Igreja antes do culto.

Chequei um pouco adiantado e um irmão do ministério quando me viu, logo se apressou em minha direção e disse: "Irmão Onicio Fabri, hoje ao participar da reunião anual do Brás, ouvimos um ensinamento que será relatado em tópico, de uma parte que o irmão há muito tempo vem tentando extinguir a frase do meio da irmandade e do ministério."

Prezados irmãos e irmãs leitores e seguidores desta página, há muito tempo desde o velho "orkut" nós - Onicio Fabri, Alceu Figueiredo, Jonas Plazza, Tomaz Tomaz, Douglas Pereira da Silva, Agra Josafá, e tantos outros valentes defensores de um Evangelho sem emendas - com a ajuda de Deus e de irmãos e irmãs que nos apoiam. 

Exaustivamente temos combatido a utilização da frase "pecado "DE" morte" por entendermos que ela não está escrito nas Sagradas Escrituras. 

Aliás, existe até uma explanação elaborada por esse fraco servo sobre o tema neste grupo (https://www.facebook.com/groups/historiadaccb/).

Nos Textos Sagrados encontramos sim a frase "pecado "PARA" morte" e se trocarmos a preposição "PARA" pela preposição "DE" dá a frase um sentido diferente.

Esse irmão do ministério me disse que hoje 26 de Março de 2016, saiu um ensinamento no Brás dirigido ao ministério em geral, alertando-os para não usar mais em pregações, ou em qualquer outro local a frase "pecado "DE" morte" pois não está escrito dessa forma na Bíblia.

Como é um tópico de ensinamentos só para o ministério, obviamente não será lido nas Congregações, mas quero crer que os irmãos do ministério utilizará o bom senso para instruir a irmandade nesse sentido.

Certo é meus queridos, que as nossas lutas não foram em vão.
...
Amado irmão Onicio,

A paz de Deus!

O Espirito do Senhor tem despertado a nossa querida irmandade para a pratica dedicada e sistemática da Sagrada Escritura. Logo, com os conhecimentos adquiridos e o suporte que há anos estamos pela graça e em submissão ao Eterno oferecendo na grande rede, esta heresia que surgiu no século II da era cristã, começa a perder folego e cair dignamente em completo descrédito!

Isto posto, vamos unidos em oração ao nosso Deus e com a arma da escrita, com piedade e espirito de devoção, rechaçar com labor esta entulharia romana completamente aquém do santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Sou grato por gentilmente compartilhar tão relevante informação!

De vosso irmão, o menor dos menores,

Douglas

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Motivos pelo quais Deus vai Restaurar meu Casamento



Por D. S.

Hoje, dia nove de fevereiro, fazem exatos quarenta dias que meu esposo deixou o nosso lar, motivado, principalmente, por seu envolvimento com outra mulher. Em alguma outra oportunidade, ainda escreverei detalhes sobre como tudo aconteceu. Porém, neste momento, não quero me ater nos fatos que aconteceram, mas sim, em minha trajetória diante de Deus até aqui, e como, hoje, nesta data, posso ter a plena certeza que, sim, Deus vai restaurar meu casamento.

Escrevo para mim mesma!

Porque, na caminhada que ainda está por vir, com certeza precisarei desesperadamente ler, e me recordar daquilo que eu, pela graça de Deus, já sei, mas com certeza, as circunstâncias do caminho tentarão me fazer esquecer.

Nesses quarenta dias, passei por inúmeras fases: desde a mais profunda depressão, ao desespero, a busca pela face de Deus, a incredulidade, o imediatismo, a revolta, a certeza que tudo irá bem, e voltando ao desespero e à dúvida. Tudo num ciclo vicioso, que creio, todos os que estão em situação de extrema prova, devem passar. Hoje pela manhã foi assim que acordei. Triste. Ansiosa. Reconhecendo a derrota. Até que assisti, pela internet, um sermão de um homem de Deus, que falou profundamente ao meu coração. Deus sabe de todas as coisas, não é? Então, tenho plena certeza que, aquele pastor, naquele dia específico, foi levado por Deus a pregar aquela palavra e a postar em seu canal do YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=IAAXM6Zm2TE), por que ELE sabia que hoje, na minha atual situação, assistiria aquele vídeo e sentiria Deus olhando bem no fundo da minha alma a cada palavra e o Espírito Santo testificando em mim.

Minha prova ainda não chegou ao fim. Não digo que será fácil. Mas, de posse da palavra que Deus trouxe para mim, juntamente com outros ensinamentos que tenho aprendido durante a caminhada, creio que conseguirei completar a jornada. Por isso, resolvi escrever.

Eu creio que as lutas que passamos que envolvem família e relacionamentos são muito mais difíceis de serem superadas, por que envolvem SENTIMENTOS E EMOÇÕES. 

Nós, com nossa natureza carnal, temos imensa dificuldade em olhar com os olhos da fé problemas que atinjam diretamente nosso relacionamento afetivo, nossa auto estima, nossos sonhos e planos. Mas Deus sabe disso, e por isso, cuida de nós com imenso zelo nessas horas. Nós é que não conseguimos ver. Não damos espaço e oportunidade para sermos inundados pelo amor Dele. 

Temos a tendência auto destrutiva de alimentar nossas mágoas, ressentimentos e tristezas. Nos auto sabotamos. Quantas vezes, nesses quarenta dias, eu desisti de tudo... Não sei responder.

Foram muitas as vezes. 

E em todas, Ele estava ali, pronto a me trazer de volta, a me mostrar um novo caminho, uma nova esperança. Para hoje, a minha oração é que não aconteça de novo. Que, por maior que seja a luta, eu ore recorde que o Seu amor é ainda mais.
E abaixo, elenco todos os motivos que Deus e a Sua Sagrada Escritura me mostra, e que me faz ter a plena certeza que SIM, Deus vai restaurar meu casamento:

1. TUDO O QUE ACONTECE SÓ TEM UMA FINALIDADE: O MEU BEM.

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8:28)

É isso. Não é fácil viver colocando em prática este ensinamento, quando seu mundo desabou, seu marido saiu de casa pra viver com outra mulher, todos os seus planos foram roubados e destruídos e você se sente humilhada e injustiçada.
Mas o versículo diz exatamente isso: TODAS as coisas. Inclusive as ruins. Todas elas vão, de uma forma que eu não entendo, contribuir para o meu bem. No meu caso em específico, consigo ver claramente como todas essas tragédias contribuíram para o meu bem: foi através delas que eu me voltei  para o Senhor, tornei a buscar a Sua face, e fui novamente acolhida por Ele, independente de todos os meus erros. Então, não é fácil, mas preciso glorificar a Deus por usar essa situação para me trazer de novo para perto Dele.

E agora, que já busco Sua presença, ainda acontecem algumas coisas ruins e que minam minha fé: cada dia que passa, aos meus olhos, a situação está ainda pior, meu marido cada vez mais distante, mais frio e cada vez que olho, não vejo nenhuma saída. O segredo é acreditar que isso também será usado por Deus para o meu bem: creio que é nessa distância, nessa frieza, que a mão de Deus irá agir sobre o coração dele, para transformá-lo.

2. OS CAMINHOS DE DEUS SÃO OS MELHORES, SEMPRE.

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías 55:8,9)

Essa é uma passagem que muito me consola. Primeiro por que me faz entender a grandiosidade dos planos de Deus na nossa vida. E segundo por que me convence que realmente, tudo tem que estar em Suas mãos. 

Vamos pensar: De que adiantaria resolver esse problema através das minhas forças, do jeito que eu sei fazer? Já tive problemas parecidos anteriormente com meu marido. E resolvi sozinha. Nunca chamei o Senhor para me ajudar. E de que adiantou? Todas as soluções foram passageiras e acabaram resultando numa situação ainda pior. Isso por que nós somos pequenos. Pensamos pequeno. Tudo o que fazemos pelas nossas próprias forças é pequeno e débil.

Agora, os pensamentos do Senhor... esses são grandiosos, por que refletem todo o Seu amor e todos os planos que Ele tem para Seus escolhidos. Mas nós não vamos entender. Nunca. Parece loucura, né?

Ver meu marido cada dia mais se afastar e estruturar uma nova vida longe de mim. Se fosse pela minha vontade, ele já estaria de volta dentro de casa, deixando toda essa loucura para trás. Mas essa é uma solução imediatista. Resolve a minha dor do momento. Mas com certeza, não é o plano de Deus. Por que os pensamentos e caminhos do Senhor são mais elevados. Ele vai trazer meu esposo de volta sim. Mas pelos Seus caminhos. Isso significa uma benção completa e definitiva. Melhorar a minha dor momentaneamente não resolve. Os planos de Deus são que eu não sofra mais com meu casamento. NUNCA MAIS. 

E isso quer dizer que meu marido, assim como eu também, seremos moldados, moídos, quebrantados. Depois, restaurados e transformados segundo a perfeição dos caminhos do Senhor. Aí sim, poderemos viver as bênçãos e promessas de Deus no nosso casamento. Dá pra entender a diferença do meu caminho e do caminho do Senhor?

A obra segundo a vontade Dele sempre será completa!

3. NÃO ADIANTA TENTAR: EU NÃO VOU CONSEGUIR ENTENDER O QUE DEUS ESTÁ FAZENDO

"Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas." (Eclesiastes 11:5)

"Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois." (João 13:7)

Seguindo a mesma linha de raciocínio anterior: Todas as coisas cooperam para o meu bem, e os pensamentos de Deus para mim são muito elevados. Assim, diante da grandiosidade de Deus, não adianta tentar entender com racionalidade os caminhos pelos quais Ele está me levando. Basta saber e crer que será sempre o melhor. Quando medito no versículo de Eclesiastes, acima, é  que me dou conta de quanto somos pequenos!

Sou mãe, e não tenho como explicar de nenhuma forma, como meu ventre foi capaz de gerar uma vida. Como vou querer entender ou questionar a forma como Deus irá fazer o meu milagre?

Hoje eu não entendo, mas um dia entenderei! É promessa Dele! 

E verei que tudo isso foi somente com o único intuito de me manter perto Dele e me abençoar. 

Um dia, nós entenderemos!

4. A MINHA FAMÍLIA É PLANO DE DEUS

"E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele" (Gênesis 2:18)

"E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." (Gênesis 2:23,24)

Aprendi nesses dias com um amado irmão, que a família é a primeira instituição criada por Deus. E os versículos acima me comprovam isso.  Família é o alicerce do homem, é o que o norteia, o que dá sentido às suas ações A minha família é plano de Deus, e mais, é PROMESSA de Deus. Creio que é agradável a Deus uma família em harmonia.

Uma família unida pelo amor, pelo respeito e principalmente pelos princípios divinos é motivo de honra e glória para o nome do nosso Criador.

Então, com certeza, apesar de eu não entender como, com certeza minha família será restituída, por que as promessas de Deus são imutáveis.

5. DEUS ODEIA O DIVÓRCIO

"Eu odeio o divórcio, diz o Senhor, o Deus de Israel, e o homem que se cobre de violência como se cobre de roupas, diz o Senhor dos Exércitos. Por isso tenham bom senso; não sejam infiéis." (Malaquias 2:16)

"E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento; Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Marcos 10:4-9)

Nem tem muito o que falar. A Sagrada Escritura já diz o que é necessário. O casamento é sagrado para o Senhor. A ordem é clara; também aprendi com meu amado irmão: é um texto NORMATIVO. 

Portanto, o que Deus uniu, não separe o homem. E pode ter certeza que, havendo a separação, nosso Deus move céus e terra, se preciso for, para restaurá-lo e trazê-lo para debaixo de suas poderosas mãos.

6. O ADULTÉRIO É PECADO QUE CONDUZ À MORTE.

"Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno. Para que não ponderes os caminhos da vida, as suas andanças são errantes: jamais os conhecerás. Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca. Longe dela seja o teu caminho, e não te chegues à porta da sua casa; Para que não dês a outrem a tua honra, e não entregues a cruéis os teus anos de vida." (Provérbios 5:3-9)

"Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos. Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa. Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim ficará o que entrar à mulher do seu próximo; não será inocente todo aquele que a tocar." (Provérbios 6:25-29)

"Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas, Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo, Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa; No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão. E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés. Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos; E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse: Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei. Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela. Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores. Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem; Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado. Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios. E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões; Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida. Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca. Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas. Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos. A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte." (Provérbios 7:6-27)

Diante da particularidade do meu caso, tenho especial predileção pelos textos bíblicos que abordam o adultério, a conduta da mulher adúltera, e as consequências deste pecado. Em todos os momentos, ler essas passagens sempre me trouxe conforto, pois Deus abomina tão claramente o adultério, que sempre tive comigo que isso deve ser insuportável aos olhos de Deus.

Ainda penso assim: sendo a família um plano sagrado de Deus, e o adultério um pecado tão abominável, como não crer que o Senhor, grande em majestade, não irá intervir nesta situação? Quanto mais se pensarmos que as Escrituras são claras: seu caminho conduz à morte...não iria Deus, em sua imensa compaixão, estender Sua Mão àqueles que estão perdidos?

7.O SENHOR  CUIDA DOS SEUS

"Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?" (Ezequiel 33:11)

"Porque assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas, e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e livrá-las-ei de todos os lugares por onde andam espalhadas, no dia nublado e de escuridão." (Ezequiel 34:11,12)

"Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." (Mateus 9:13)

Essa é uma lição simples. Mas nem tão fácil de engolir! Não é somente pelos motivos expostos que Deus irá restaurar meu casamento. Existe este lado também: Deus AMA o pecador. Traduzindo: Ele quer resgatar, não só meu marido, como também a amante dele. Não terei meu casamento restaurado por que eu mereço. Mas sim, terei meu casamento resgatado por que os dois que estão perdidos são valiosos para o Senhor e é do interesse Dele libertá-los, curá-los e transformá-los em nova criatura.
Então, entenda: vai muito além do meu interesse pessoal. É do interesse do Pai, para que mais vidas sejam libertas e O conheçam.

8. NADA É OCULTO DOS OLHOS DE DEUS

"O Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens. Do lugar da sua habitação contempla todos os moradores da terra. Ele é que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras." (Salmos 33:13-15)

"E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar" (Hebreus 4:13)

"Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12:14)

Uma das coisas que mais aflige o meu coração é imaginar a dinâmica do adultério que meu esposo cometeu contra mim. É muito dolorido saber, que enquanto eu me dedicava, cuidava dele, e o amava com toda dedicação que uma esposa pode ter, em algum momento do caminho eu o perdi, e que aos poucos ele foi se deixando levar pelas palavras doces da mulher que o tirou de casa.

Me tira o sono imaginar quantas palavras foram trocadas, quantos intentos foram traçados sem que eu soubesse, quanto mal foi feito às minhas costas até toda situação vir à tona de forma irreversível. Me sinto humilhada, como se nenhuma das minhas atitudes tivesse tido valor. Me lembro de quantas noites eu agradeci a Deus por ter meu esposo ao meu lado, e me desespero ao lembrar que enquanto eu fazia isso, ele dava espaço para outra mulher na nossa vida e no seu coração.

Os versículos acima são os que me consolam nessa situação. Me lembro que NADA, absolutamente nada é feito escondido do Senhor. Eu não sabia. Eu fui enganada. Eu convivi com a amante do meu marido sem saber o laço que estava se formando. Mas Deus sabe. Ele viu cada intento que foi formado no oculto, na escuridão contra minha vida. 

Deus estava presente em cada encontro às escondidas, e no primeiro contato físico dos dois, Ele estava lá. Eu não posso fazer nada a respeito disso, está além do alcance das minhas mãos, como estava longe do alcance dos meus olhos quando aconteceu. Mas não estava, nem está fora do alcance dos olhos e ouvidos do Senhor, que tudo vê e tudo ouve.
E é Nele que espero minha redenção e justificação diante de tudo que aconteceu.

9. DEUS É JUSTO. A ALEGRIA DOS ÍMPIOS É PASSAGEIRA

"Espera no Senhor, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados. Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal. Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar. Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz. Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e as relíquias dos ímpios serão destruídas. Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia." (Salmos 37:34-39)

Existem inúmeras passagens bíblicas que tratam do tema. O salmo 37 é um do meus preferidos.  Com ele temos a certeza que, por mais que pareça o contrário, a alegria dos ímpios com o pecado é passageira. O Senhor retribui a cada um de acordo com suas obras. Ainda que aos nossos olhos demore, ainda que pareça impossível: a justiça de Deus se revelará.

O Pai está sempre com os ouvidos atentos para ouvir nossas queixas. E quando somos realmente vítimas de armadilhas e injustiça, podemos crer que será Ele quem nos dará a recompensa. 

Esse é um grande conforto para aqueles que, dia após dia, são submetidos à vergonha, à humilhações e injustiças. Nosso Pai é Justo e Fiel, e Nele devemos confiar.

Esse é apenas um lembrete para os momentos difíceis. Creio que, guardando isso em meu coração, poderei, em breve, louvar ao Senhor e servir de testemunho para a glória do seu Eterno e Augusto Nome!