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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Graça, o favor imerecido!


Por Regina Farias

A GRAÇA nos dá o que não merecemos.
E a MISERICÓRDIA não nos dá o que merecemos.

Vejam que coisa maravilhosa que só um PAI amoroso é capaz de realizar em nossas vidas!

As obras, por sua vez, são CONSEQUÊNCIA NATURAL do Espírito que habita na pessoa. Nada tendo a ver com um tipo de negociata velada que alguns religiosos fazem com Deus. Assim, eu pergunto: qual a diferença desta para a barganha pregada em outras igrejas e que conhecemos por ‘teologia da prosperidade’? Ora, não somos ingênuos (tolos) para não sabermos que só mudam os termos e o tipo de negociação. Naquelas, se prega uma escancarada bênção material se seguirmos alguns passos. Mas, convenhamos, a negociação paganista é a mesma em outras que repudiam essa ‘teologia’.

Senão, vejamos:
Se eu conseguir tal coisa eu vou cumprir tal voto.
Se eu agir assim, já tenho garantido pra mim um lugar celestial.
Se eu cumprir todas as regras supostamente divinas estará anotado no livro (?) que vai me garantir seguranças eternas.

E por aí vai...

Esse ‘eu, eu, eu’ denuncia não apenas um esforço próprio pra se conseguir o céu, como ainda um tipo de barganha sutil com fortes doses de emocionalismos e manipulação com o divino. E apenas quem está totalmente fascinado pelo doutrinamento não consegue enxergar algo tão nítido.

Vemos dizerem ‘estamos na Graça’, mas na prática da 'vida cristã', o que vemos é pura hipocrisia: aceita-se a Graça, colocam-se acréscimos e escravizam as mentes colocando jugos pesados impossíveis de suportar.

Ora, se estamos na graça, deveríamos ser diferentes, ou seja, deveríamos ser, naturalmente, exemplo de amor, compreensão e respeito para com 'os que estão de fora' e que ainda não receberam a graça na Pessoa de Jesus Cristo como Salvador.
Cristo não morreu por quem está dentro de determinada denominação e sim, por toda a humanidade. E todos que se achegam a Cristo de modo algum voltarão vazios.

Graça significa favor imerecido.
Ninguém merecia o favor do Senhor!

Não havia um justo sequer! 
Todos pecaram e destituídos estavam da Glória de Deus!
Fomos justificados pela fé em Cristo, não por nossos méritos ou por nossas boas ações.

Caramba, e o religioso não entende isso?! Será mesmo que a mente está assim tão cauterizada pela determinação doutrinária?

Pessoas que dizem ‘estar na graça’, não respeitam o seu semelhante, esnobam, agridem, quando não silenciam em seu prazer mórbido, ou dizendo em voz baixa uns aos outros: ‘deixem-na! Ela não entende porque isso não é pra ela, nós é que somos os queridinhos do Pai, deixa ela arder no inferno’.

Ostentando uma fé que beira o fanatismo, massacram ‘os outros’, com arrogância, orgulho e exclusivismo.

Como se isso fosse o caminho para a santificação...

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