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domingo, 3 de abril de 2016

Os "pecadinhos" ou faltas


Por Mateus de Souza


Olá a todos. Faz mais de 6 meses que não publico nada em meu blog. Hoje queria escrever um texto baseado numa reflexão que fiz nas palavras de nosso Senhor.

Gostaria de começar com uma suposição. Imagine que Jesus estivesse fisicamente presente com você e outros irmãos. Imagine que Jesus esteja dando um sermão, e este é sobre o fim dos tempos. Imagine que depois de terminar esse sermão profético, Jesus agora alerte contra alguns pecados. Eu pergunto: Contra quais pecados Ele alertaria?

Muitos poderiam dizer: assassinato, imoralidade sexual, furto, idolatria... afinal, existe uma graduação de pecados que é feita de maneira errada. Muitos acabam fixando apenas em abster-se de alguns pecados e esquecem-se de outros. Embora, por exemplo, uma "simples" mentira e um homicídio tenham proporções e castigos diferentes, no entanto esses dois pecados se igualam numa coisa: ambos representam uma ofensa a Deus e os praticantes estão sujeitos à punição, mesmo que em proporção diferente, caso não se arrependam verdadeiramente.

Mas... sobre quais pecados Jesus alertou mesmo? Vamos para Lucas 21. Se vocês lerem o capítulo, verão que Cristo está falando da destruição do templo, de Jerusalém, dos terrores que as pessoas passariam, de desespero, destruição e ruína. Este sermão vai do versículo 5 ao versículo 33. E depois que nosso Senhor termina, adverte os seus discípulos com essas palavras:

"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia."(Lucas 21:34)

Perceberam? Cristo não alerta sobre imoralidade sexual, homicídio, furto, idolatria. Ele alerta sobre três pecados: glutonaria (gula), embriaguez e os cuidados exagerados desta vida.

Quem hoje em dia fala de glutonaria? Quem prega contra esse pecado? Eu confesso que em 20 anos na Igreja nunca vi algum pregador abordar esses pecados. Aliás, o que vejo muitas vezes são cristãos participando de rodízios de carne e pizza e fazendo apostas pra ver quem come mais. E normalmente o que come mais sai mal do local. Glutonaria é um pecado esquecido. A gula se tornou comum. Muita gente nem sabe que é pecado porque nunca ouviu falar, isso eu posso atestar. Muitas pessoas não sabem e muitas sabem mas negligenciam que a gula é tão grave como a bebedice.

O outro pecado é a embriaguez. É um pecado que, no geral, os cristãos sabem que é e no geral não fazem apostas para verem quem bebe mais. Inclusive muitos até vão ao extremo de considerarem um gole de álcool sendo pecado, sendo que o versículo fala contra a embriaguez. Entretanto, é "difícil" entender por que muitos pregam contra esse pecado porém esquecem da gula.

O terceiro pecado citado por Cristo é sobre os cuidados desta vida. Ora, é natural que procuremos trabalhar, crescer etc. No entanto, existe um risco nisso aí. Devemos saber ponderar bem para que não façamos deste mundo o nosso lar. Para que nosso tempo pra ler e meditar na Palavra, orar, visitar os enfermos e cuidar de nossa família existam. Para que os cuidados desta vida em trabalhos e estudos e outras coisas daqui da terra não façam que negligenciemos as atividades do Reino e a estar à espera da volta de nosso Redentor. Eu confesso ser difícil ouvir algum cristão ou ouvir alguma pregação que exorte sobre o cuidado exagerado das coisas desta vida.

Espero que este pequeno texto desperte os leitores a lembrarem-se dos "pecadinhos" que passam despercebidos e que acordem para uma vida de piedade e devoção mais firme e real.

A CCB finalmente entendeu que não existe pecado "DE" morte


Por Onicio Fabri

AGORA SIM! CONFIRMADO... GLÓRIAS A DEUS.

Olha isso meus irmãos Alceu Figueiredo, Douglas Pereira da Silva, Jonas Plazza, Tomaz Tomaz, meus velhos e queridos companheiros de luta de longa data, tudo que defendemos há dezenas de anos agora se tornou realidade.

Realmente hoje, recebi a informação de uma fonte digna de crédito, que foi elaborado um tópico de ensinamento para o ministério instruindo-os a não mais usar a frase pecado DE morte, pois nas Sagradas Escrituras não está escrito dessa forma. Em I João 5:16 e 17 está escrito sim pecado PARA morte.

Segundo fui informado, o irmão que passou este ensinamento na Assembleia do Brás hoje, 02 de Abril de 2016, exortou que se algum irmão encontrar um pecador ou uma pecadora na rua, não os despreze; abrace-os e ajude-os a se levantar e, se estiver na igreja sentado ao lado de um pecador ou uma pecadora, do mesmo modo não a despreze, saúda-os com amor.

Na exortação da Palavra no momento de passar os ensinamentos o irmão disse ainda que não devemos em hipótese alguma julgar, muito pelo contrário, temos que abraçar pois somente Deus conhece os corações e sabe se o tal pecador ou a pecadora já recebeu ou irá receber de Deus o perdão.

Portanto meus irmãos e irmãs, quem me passou estas informações é um irmão, membro do ministério que estava lá.
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"Minha alma engrandece ao meu Salvador. O quanto combatemos o que o Espírito Santo deu ao ministério de entender. Louvo ao Senhor pela grande notícia que recebi nesse momento." (Tomaz Tomaz)
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"Glória a Deus, eu tenho certeza que as coisas vão mudar não na velocidade que gostaríamos mas vão mudar." (Mozart Cardoso)
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"Um pequeno avanço. Esperemos que os ouvintes dessa reunião cumpram isso." (Mateus de Souza)
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"Demorou 106 anos para aconhecer uma verdade incontestável, clara e cristalina; muitas almas morreram angustiadas, famílias foram destroçadas, mas doravante muitos encontrarão o caminho da graça e do perdão. O que considero mais importante em tudo isso é que a infalibilidade do púlpito é destronada. Isso é maravilhoso." (Alceu Figueiredo)
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"Glória a Deus! A noticia é animadora; o Espírito do Senhor iluminou a mente dos nossos irmãos quanto a este assunto. Meu desejo e expectativa é que ensinem o verdadeiro significado e interpretem corretamente o "pecado para morte" - que não tem nada haver com adultério e fornicação. No mais, ainda há muito o que fazer; existem muitos outros jargões que estão completamente divorciados da Sagrada Escritura, e que precisam ser banidas do nosso meio: "pisar no sangue", "estou nesta graça", "o crente somente tem faltas", "a letra mata", "Deus me chamou no santo batismo" etc." (Douglas Pereira da Silva)

sábado, 2 de abril de 2016

O Pródigo que ficou em casa

Por Paul Earnhart

“Ora, o filho mais velho estivera no campo; e quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo” (Lucas 15:25-27).

É aqui que a trama da parábola do filho pródigo engrossa. A localização da história de Jesus torna evidente que independente de quanto é comovente a saga do filho mais novo, o filho mais velho é o verdadeiro foco da parábola. Foi dito como resposta a acusação orgulhosa da elite religiosa judia de que Jesus expôs o seu verdadeiro caráter através da sua companhia—“pecadores” notórios e ladrões.

A sua acusação na verdade fez mais em revelar o seu próprio orgulho hipócrita e sem piedade do que qualquer falha no Senhor, um fato que não era provável que reparassem. E foi da preocupação por eles, não pelos “pecadores” desprezados, que esta grande parábola surgiu - uma história de um filho esbanjador, um pai de coração partido e um irmão que se recusou a se reconciliar com qualquer um deles. Como poderiam não ser tocados por esta história comovente a respeito do amor de um pai por um filho desviado e a sua alegria com a recuperação deste filho? Não eram eles pais também? Não seria isso que eles teriam feito?

O filho mais velho, de início não tem um papel grande na história. Quando seu pai, a pedido de seu irmão, divide os seus pertences, ele simplesmente recebe dois terços da riqueza do seu pai que era, como primogênito, dele de direito (Deuteronômio 21:17).

Se ele compartilhou a dor do seu pai com a partida repentina do seu irmão ou o seu anseio por ele durante a sua ausência, não nos contaram. Ele estava cuidando dos negócios na fazenda. Enquanto o seu irmão tolo estava gastando muito dinheiro numa rebeldia grande, ele era a alma da indústria. Ele era respeitável e responsável. O seu irmão era sem valor, sem perdão. Ele era bom, seu irmão era mal. Em contraste, o irmão mais velho encontrou seu sentido e seu valor. Foi o que tornou seu mundo ordenado e lhe deu sentido.

Mas agora repentinamente acaba toda esta ordem. O seu irmão esbanjador voltou; não para a vergonha, como certamente merecia, mas para música e danças! A raiva do irmão mais velho estava muito forte diante de tal injustiça. Para a sua diligência e fidelidade, não havia tido nenhuma comemoração nem festividades, nem um cabrito! Mas agora para este jovem imoral e sem valor, uma alegria extasiada! Era completamente errado!

O convite do seu pai para que ele entrasse e se juntasse a comemoração, para ele era uma total estupidez. O seu pai era tão tolo quanto seu irmão era um libertino. Era uma violação de tudo que era justo e correto e ele não chegaria perto de tal insanidade. Com sua reação ele não só demonstra o seu desprezo por seu irmão que esteve desviado, mas também pelo seu pai, que sempre havia sido fiel. Para o homem que lhe criou e lhe deu tudo o que possuía não havia nem respeito nem compaixão. A sua auto-justiça orgulhosa (“sem jamais transgredir uma ordem”) e ambição para si mesmo se mostram de forma crua. Era uma cena feia; e era isso que Jesus queria mostrar.

O menino que ficou em casa era tão pródigo quanto seu irmão mais novo. Ele havia vivido todo este tempo comendo as espigas secas da auto-justiça enquanto, como seu pai o lembrou, “tudo o que é meu é teu”. Não era por merecer que ele teria toda esta abundância, mas pelo amor do seu pai. Tudo que ele precisava era ter pedido.

Esta grande parábola é a imagem de duas figuras: Deus na sua grande bondade e misericórdia e o fariseu na sua miserável mesquinhez espiritual. Como o irmão mais velho, o Fariseu não servia a Deus porque O amava mas porque trouxe a ele um sentido incrível de superioridade pessoal. Ele era abjetamente pobre no seu merecimento imaginário quando ele poderia ser rico pela graça de Deus.

Como o irmão mais velho via o seu irmão mais novo os fariseus olhavam com desprezo os “pecadores” socialmente desprezados e jamais viam a sua própria pobreza espiritual. A verdade é que eram, de longe, piores que os publicanos e “pecadores” com os quais acusavam Jesus porque aqueles excluídos frequentemente reconheciam o seu estado pecador - algo de que nenhum Fariseu com respeito próprio seria culpado. Assim, como uma vez Jesus lhes disse, “publicanos e meretrizes vos procedem no reino de Deus” (Mateus 21:31). Porém mesmo assim Deus os ama, e pede a eles que venham para a festa. Que Pai maravilhoso!