domingo, 17 de janeiro de 2016

Há possibilidade do salvo em Jesus perder a sua salvação?


Por Onicio Fabri

Um cristão verdadeiro não perde a salvação! 

A Palavra de Deus nos assevera que um cristão verdadeiro não pode perder a salvação. A partir do momento que o cristão recebe a Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador ele passa a ser uma nova criatura, a redenção não pode ser desfeita. 

Se um cristão genuíno pudesse perder a salvação, Deus teria que voltar atrás com Sua palavra e mudar de ideia.

Em duas situações podemos até dizer que o cristão pode perder a salvação:

1 - Há pessoas que se dizem cristãs mas vivem dissolutamente e continuamente numa vida pecaminosa e imoral. Logo, este não é um cristão verdadeiro.

2 - Há pessoas que se dizem cristãs, mas que em um determinado momento da vida elas abandonam a fé e rejeitam a Cristo. Logo, este não é um cristão verdadeiro.

A Palavra diz que um cristão verdadeiro não vai viver continuamente em um estilo de vida imoral - I JOÃO 3:6 - "Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu".

A Bíblia declara que qualquer um que abandone a fé está demonstrando que nunca foi um cristão verdadeiro - 1 JOÃO 2:19 - "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós".

Portanto, um cristão verdadeiro, um cristão cumpridor e obediente as determinações da Palavra de Deus, jamais pode perder a salvação. ROMANOS 8:38-39 - "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor".

JOÃO 10: 28-29 - "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai".

JUDAS 1:24-25 - "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém".

sábado, 16 de janeiro de 2016

Respondendo o comentário de um irmão descrente da Segurança Eterna dos Salvos


Por Douglas Pereira da Silva

Prezado Irmão em Cristo XXXXXX,

A paz de Deus!

Venho por meio deste post refutar, respeitosamente e com amor cristão, a sua opinião escrita no artigo “O que é cair da graça? ”.

Encontrei nela uma grande oportunidade de aprendizado, ainda que não tenha o habito de rechaçar tudo o que leio neste modesto espaço. Mas me chamou atenção, dado o seu esforço e cordialidade, além de prestigiar-me com sua ilustre visita e participação, por isso desejei ardentemente responder às suas objeções. Farei minhas colocações segmentando o seu comentário, destacando-o em negrito na cor azul.

Graça e paz a todos!

Saibam irmãos, que por Jesus pregar em uma região habitada por judeus em sua maioria, praticamente só falava com judeus. Isto não significa que seus ensinos foram dirigidos com exclusividade aos judeus. Exemplos: Mateus 10:22. A necessidade de perseverá ATÉ O FIM,é para todos os Filhos de Deus

Amém querido irmão! - sou grato pelo seu comentário e participação. 

Concordo com você neste sentido. Sem dúvida alguma a doutrina do nosso Senhor é para todos os que creem em seu nome, isto é, independem de raça, nacionalidade e etnia.

No entanto, o irmão está completamente equivocado ao utilizar como exemplo em sua objeção o verso 22 de Mateus 10. Este capítulo especificamente, é uma orientação com discurso Escatológico dada pelo nosso Senhor aos discípulos, dirigida - indubitavelmente - apenas para os judeus.

O seu equivoco consiste em “isolar” o verso 22 e ignorar todo o contexto do capitulo 10, para concluir erroneamente que “os que não perseveram até o fim perderá a salvação”

Entrementes, note com espirito de devoção e humildade, os versos 5, 6 e 7 do mesmo capítulo:

“Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. ” (Mateus 10.5-7)

Se a mensagem aqui era para todos os povos - como o irmão inferiu no seu comentário - por que, então, Jesus proibiu os discípulos de forma tão veemente, anunciar o evangelho a todos os que não eram judeus? E ainda deu ordens expressas para pregar o evangelho “às ovelhas perdidas da casa de Israel”, isto é, os judeus? O Senhor Jesus seria egoísta a tal ponto de não desejar que todos se salvassem através da Fé e do Arrependimento? Bem, eu creio que não!

O discurso do Senhor Jesus no capítulo 10 de Mateus, como havia dito anteriormente, é tema Escatológico – para concluir esta verdade, basta observar com diligencia e dedicação a ênfase do Senhor no versículo 7: “... É chegado o reino dos céus. ”; o mesmo tema é novamente proposto e elucidado com riqueza de detalhes no capitulo 24, no Sermão Profético:

“Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24.13)

Com este dizer, o Senhor não esta falando de salvação eterna da alma, como você interpretou.
O relato catastrófico previsto pelo nosso Senhor, ocorrerá durante um período chamado de Grande Tribulação.

Portanto, aqui fala da salvação do corpo carnal, isto é, da integridade física dos judeus durante a perseguição das guerras que irão sofrer neste período em que a IGREJA já estará com o Senhor nos Céus, para então retornar após sete anos a fim de inaugurar o Glorioso Reino de mil anos, conforme previu o apostolo João em Apocalipse 20.

Basta ler o versículo 22 para entender isso:

“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”. (Mateus 24.22).

Idem para João 8:31-32. Efésios 2:14-16 quando criou o NOVO POVO DE DEUS, constituído dos convertidos a Jesus, tanto por nós, quanto por judeus convertidos e outros.

Todos estes versículos mencionados, estão completamente divorciados de nosso assunto em questão. Nenhum deles, é base para defender a heresia da "perca da salvação". Portanto faltou aqui, uma exegese saudável e coerente!

Em João 8.31-32, nada é dito com respeito à perspectiva da Soteriológia. Neste capítulo, o Senhor Jesus estava defendendo a sua missão e autoridade. Nos versos que você cita, o Senhor esclarece aos seus ouvintes que o verdadeiro discípulo permanece na Palavra de Deus. Somente assim pode penetrar mais profundamente nos ensinos de Jesus e receber o conhecimento da verdade que o libertará. Esta liberdade, os judeus entendiam apenas no aspecto político, e não espiritual.
No aspecto espiritual, todavia, sofremos ainda com a presença do pecado em nossos membros, em nosso corpo (Romanos 7.15-25), mas graças a Deus por Jesus o nosso Senhor, estamos completamente livres da condenação do pecado (Romanos 8).

Em Efésios 2.14-16, também nada é dito sobre perder a salvação. Paulo fala da separação entre o judeu e o gentio; mas Cristo introduz pela sua obra expiatória o conceito da nova criação, ou seja, os dois são o judeu e o gentio. O novo homem é o cristão!

Se já estivéssemos de posse da salvação como diz o irmão Douglas ao citar João 5:24, não haveria por que temermos o risco de sermos cortados como dito em João 15:2.

Prezamado irmão, em João 15.2, Jesus não está falando em hipóteses alguma, de perca da salvação!

Analisemos com cautela e piedade esta passagem:

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem". (João 15.1-6).

Observe que Jesus está usando uma figura de linguagem em seu discurso para transmitir um importantíssimo ensino. Isto posto, Jesus não era uma videira, e nós, muito menos, varas, no sentido Literal. Portanto, a partícula “e os colhem e lançam no fogo, e ardem” - no final do versículo 6 - não pode ser o fogo Literal do Inferno posto que o Senhor está usando uma figura de linguagem!

O assunto aqui é dar ou não dar fruto e ser ou não um testemunho para Deus. Se o assunto fosse a salvação por frutos, então entraria em contradição com Efésios que diz: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8-9).

A ideia de varas no sentido de testemunho é também usada por Paulo em Romanos 11, quando também fala de Israel ter sido cortado como testemunho e do risco da cristandade ser cortada como testemunho de Deus neste mundo.

Ainda falando em Fogo, a maior prova contundente que o crente não perde a salvação é dada pelo apostolo Paulo, ao dizer que haverá cristãos no dia do tribunal de Cristo que não terão boas obras, bons frutos para apresentar ao Senhor. Todavia, estes serão salvos como que pelo Fogo:

“A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. (I Coríntios 3:13-15)

O que dizer do ensino da perseverança para se salvar visto em 1 Timóteo 4:16? Qual o risco que haveria em 1 Pedro 5:8? E Apocalipse 22:19? O que dizer de Romanos 13:11 que diz que a salvação AINDA É ESPERADA? 

Mais uma vez meu amado, em nenhum destes versos que o egrégio irmão mencionou está ensinando a perca da salvação. Suas conclusões - permita-me dizer - é fruto do desastre da falta de uma boa exegese e dedicação no estudo sistemático da Sagrada Escritura! Vejamos:

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem”. (I Timóteo 4.16)

Pergunto: Você pode "te salvar" da condenação eterna?

O "te salvarás" não tem nada a ver com a salvação eterna, pois se tivesse nós seríamos nossos próprios salvadores. Aí Paulo não teria dito ao carcereiro "Crê no Senhor Jesus e serás salvo" (Atos 16.31), mas "Salve-se a si mesmo".

Qual é então o significado do verbo salvar aqui?

Respondo: Preservar-se de ser enganado e contaminado pelos mesmos falsos mestres dos quais ele fala no início do capítulo, que imporiam uma série de restrições aos seus seguidores. Ser "salvo" das "fábulas profanas e de velhas". A exortação para ele "ler, exortar e ensinar", meditar "estas coisas", ocupar-se nelas, ter cuidado da doutrina, tudo tem por objetivo mantê-lo longe do engano e do erro, ficar a salvo, ou "salvar-se" e "salvar" (manter "a salvo") também os que o escutarem.

De novo, o irmão isolou o versículo de todo o contexto para defender uma doutrina que sequer existe!

Para abreviarmos este artigo, a fim de não tornar a leitura chata, cansativa e enfastiante para nossos diletos leitores, vou omitir comentários dos versículos de I Pedro 5.8, Apocalipse 22.19 e Romanos 13.11. 

Pois mais uma vez, em nenhum destes versos que o nobre irmão menciona esta propondo ou sequer sugerindo que um salvo, lavado e remido no Senhor, perde a salvação em virtude do pecado!

Cuidado irmãos. O ensino de que já recebemos a salvação, é um dos grandes causadores da multidão de "desviados" que estão no mundo e pensam que estão ou foram salvos. Somente os que morreram estando em Cristo estão verdadeiramente salvos. A coisa é tão séria, que Jesus revela em Mateus 7:21-23 "Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus".

Ora, é muito simples!

Estes que se diziam salvo e se desviaram definitivamente dos caminhos do Senhor, sem nunca voltar como o filho pródigo fez (Lucas 15.11-32), nunca foram salvos. Na verdade, tratava-se de falsos irmãos e cristãos nominais:

"Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós". (I João 2.19)

É tal como o discípulo Judas Iscariotes que andou com o Senhor durante o seu glorioso ministério terreno. No entanto, ele nunca foi um cristão de verdade, nunca foi salvo. O próprio Senhor o chama de diabo:

“Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo. E isto dizia ele de Judas Iscariotes, filho de Simão; porque este o havia de entregar, sendo um dos doze”. (João 6.70,71)

Judas desviou-se não foi porque pecou traindo a confiança do Senhor Jesus, mas foi para voltar para o lugar que lhe era próprio:

para tomar o lugar neste ministério e apostolado, do qual Judas se desviou para ir ao seu próprio lugar. (Atos 1.25)

Ora meu irmão, o crente não pode perder a salvação, e não sou eu quem diz isso. É o próprio Senhor quem diz:

“E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um”. (João 10:28-30)

Se você diz que podemos pecar à vontade, já que salvação não se perde, então você nunca foi salvo, nunca foi crente de verdade, isto é, você nunca morreu para o pecado e nasceu uma nova criatura:

“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6.1,2) 

A identidade do salvo, daquele que foi regenerado pelo Senhor e possui uma nova natureza, e, portanto, ama verdadeiramente ao Senhor, é fazer diligentemente a vontade de Deus:

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele". (João 14:21)

O salvo pode cair em pecados, até mesmo nos mais hediondos. Todavia, fara de tudo para sair desta condição, clamando pela misericórdia e pelo divino perdão de Deus!

Portanto, concluo minha resposta com as sacras palavras do apostolo Paulo:

"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor". (Romanos 8:35-39)

Que Deus te abençoe!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O Tribunal de Cristo


Por Elias Ribas


O Tribunal de Cristo é o primeiro dos eventos das bodas do Cordeiro.

Pode parecer estranho que incluamos o Tribunal de Cristo nas bodas do Cordeiro, mas não devemos nos esquecer que, como salientamos acima, as bodas do Cordeiro são a celebração da vitória da Igreja e têm a duração de sete anos, como as bodas judaicas duravam sete dias. Deste modo, todo o período de sete anos deve ser considerado como o das bodas do Cordeiro.

Além do mais, o que, normalmente, é chamado de bodas do Cordeiro, as Escrituras denominam de ceia das bodas do Cordeiro (Ap 19.9), numa clara demonstração de que as bodas envolvem mais de um ato, entre os quais um deles é a ceia.

Reunida a Igreja, será iniciado o Tribunal de Cristo, pois todos os homens devem ser submetidos a julgamento, pois assim está ordenado (Hb 9.27)

I.   O SIGNIFICADO DO TERMO

O Tribunal de Cristo é a palavra grega “bema” que se refere a uma plataforma elevada de arbitragem e recompensa. É um local onde a vida e as obras do crente são examinadas. Quando os crentes estiverem diante do Tribunal de Cristo em Sua vinda, eles serão julgados de acordo com suas obras; de acordo com o seu caráter e a sua frutificação.O Tribunal de Cristo determina a recompensa ou a perda da mesma, e não a salvação, pois quem estiver diante do tribunal no mínimo receberá a salvação.

II.   QUANDO E ONDE SERÁ REALIZADO O TRIBUNAL DE CRISTO

O Tribunal de Cristo acontecerá depois do arrebatamento da Igreja. Será realizado nos céus. A Bíblia ensina que este julgamento será exclusivamente para os salvos arrebatados na vinda de Jesus. A questão da salvação já foi resolvida. Não será um julgamento para condenação ou salvação, será um julgamento para receber galardão conforme o que prometeu o Senhor Jesus: “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).

O Tribunal de Cristo é o tempo em que a Igreja permanecerá no céu com o Cordeiro, para receber a recompensa pelo seu trabalho. Depois voltará com Ele a fim de inaugurar o Reino Milenar.

III.  ESTE TRIBUNAL É EXCLUSIVO DOS CRENTES

É comum ouvir, em nossas igrejas, que no fim do mundo haverá um julgamento conjunto dos justos e dos injustos, porém a Bíblia ensina de modo diferente.

Precisamos saber de antemão que o primeiro julgamento ocorreu no Calvário, já realizou-se. Neste julgamento Jesus foi julgado em nosso lugar, sofrendo o castigo do nosso pecado, a morte, para que pudéssemos ser salvos.

O segundo julgamento, deve ser realizado diariamente pelo próprio crente, olhando para sua própria vida, examinando seu viver. Neste juízo o juiz é o próprio crente. Por isso o cristão deve vigiar a si mesmo e iluminado pelo Espírito Santo deve examinar-se diariamente diante de Deus, quanto à sua submissão e lealdade ao Senhor.

Agora, no tribunal de Cristo, o crente será julgado como servo, isto é, quanto ao seu serviço prestado a Deus e o seu testemunho. Já foi dito que não se trata de julgamento dos pecados do crente. Não. Nossos pecados já foram julgados em Cristo, pela misericórdia e graça de Deus (2ª Co 5.21; Gl 3.13). Também não é um julgamento quanto ao nosso destino eterno. A nossa salvação não depende daquilo que fazemos para Deus, pois somos salvos pela graça e da obra redentora que Jesus consumou uma vez para sempre por nós (Hb 7.27).

IV.  A IGREJA PERANTE CRISTO

A Bíblia ensina que todos os crentes salvos terão um dia de prestar contas “Ante o Tribunal de Cristo”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus.

“Porque todos devemos comparecer ante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2ª Co 5.10).

Bema; (no gr. agathon, “espiritual e moralmente bom ou útil aos olhos de Deus”) ou mal (gr. Phaulos, “sem valor, iníquo; inclusive egoísmo, inveja, e preguiça)”.

Segundo o trabalho que fizermos nesta vida, bem ou mal, receberemos ou não o galardão do Senhor. Agora trata-se da questão de recompensa, que será resolvida conforme a fidelidade ou infidelidade do crente, como mordomo da casa do Senhor. Todos os salvos estarão frente a frente com o Senhor Jesus Cristo, e de acordo com a Palavra de Deus que diz: “que não há encoberto que não seja revelado” (Hb 4.13; Mt 10.26).

Neste julgamento o Senhor avaliará o serviço de cada cristão. Não será tanto a quantidade, mas sim, a qualidade dessa obra.

Todos os participantes do arrebatamento terão suas vidas reveladas perante todo o céu, ou seja, pecados não confessados, erros não admitidos, pensamentos levianos, mau uso da liberdade cristã, falta de amor, etc.

O Juiz será o próprio Senhor Jesus, aquele cujo aspecto é descrito em Ap 1.13-17, o “Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Jo 5.22). No evangelho segundo João Jesus diz: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho ‘todo o juízo” (2ª Tm 4.8) “justo juiz”.

Diante de Seu olhar coisa nenhuma será oculta. Bom será então que a pessoa hoje muito utilize o seu privilégio de auto-juízo! Amém!

V.   A BASE DO JULGAMENTO NO TRIBUNAL DE CRISTO

Neste julgamento todos os cristãos serão julgados, não haverá exceção. “Pois todos havemos de comparecer ante o Tribunal de Cristo. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.10, 12).

Neste julgamento, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus.
“Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá de Deus o louvor” (1ª Co 4.2-6).

O cristão será julgado pela sua conduta.
“Se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1ª Co 11.31).

Será julgado pelo tratamento com o próximo.
“Mas tu, por que julgas o teu irmão? Ou tu, também, porque desprezas o teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o Tribunal de Cristo” (Rm 14.10).

O cristão terá que prestar conta das suas práticas e ações, a oportunidade e o conhecimento que recebeu, os dons, talentos, enfim tudo o que de Deus recebeu.

As más ações do cristão, quando ele arrepende-se, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levados em conta quanto a sua recompensa (2ª Co 5.10).

As boas ações e o amor do cristão são lembrados por Deus e por Ele recompensados.
“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho da caridade que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis” (Hb 6.10).

Cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer.
“Servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre” (Ef 6.7-8).

Na descrição de Paulo aos Coríntios ele compara as obras dos crentes feitas por motivos indignos comparando-se ao feno, palha e madeira, substância de fácil combustão, enquanto as obras realizadas no amor de Deus e pelo amor às almas são comparadas ao ouro, prata e pedras preciosas que resistem à prova de fogo (1ª Co 3.10-15).

Sofrerá a perda ou ganhará o galardão.
“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia pelo fogo” (1ª Co 3.10-15).

No Tribunal de Cristo toda obra será declarada um dia.
Nada ficará em oculto. Quando o cristão realiza um trabalho para honra e glória do Senhor Jesus, que é o fundamento de toda a nossa obra, ele assim está construindo um edifício de ouro, prata, pedras preciosas; mas quando o trabalho na obra é edificado sobre o seu nome e tudo circula em torno de si (Eu) e não para o Senhor Jesus, ele está construindo um edifício de madeira, feno e de palha, onde um dia o fogo queimará.

1. Embora salvo poderá ter uma grande perda:
  1. Sentimento de vergonha na vinda de Cristo (2ª Tm 2.15).
  2. Perda do trabalho que fez para Deus na sua vida.
  3. Perda da Glória e da honra diante de Deus (Rm 2.7).
  4. Perda de oportunidade de servir e autoridade nos céus (Ap 3.21).
  5. Posição inferior no céu (Mt 5.19).

VI.   QUAIS OS GALARDÕES QUE O SENHOR DARÁ AOS SALVOS?

1.      O próprio Jesus distribuirá os galardões.
Jesus tem um galardão ou recompensa para entregar aos fiéis. Ele não mandará um representante seu fazer isso, pois Ele mesmo disse: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).

2.      Tipos de Galardões.
Haverá diferentes tipos de galardões simbolizados por coroas, porque no mundo bíblico no Novo Testamento os galardões que os vencedores recebiam nas olimpíadas gregas (o termo vem de olimpo, o monte sagrado dos deuses). Uma coroa de ouro era conferida aos vencedores. Paulo faz menção disso em 1ª Co 9.24-25.

A. A coroa da vida. “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

B. A coroa de Glória. Esta é para os ganhadores de almas. “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória” (1ª Pe 5.2-4- outras referências Fl 4.1; Dn 12.3;1ª Ts 2.19; Pv 11.30).

C. A coroa da justiça. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia: e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2ª Tm 4.8).

D. A coroa incorruptível. “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível” (1ª Co 9.25).

O crente nesta vida precisa batalhar pela fé e trabalhar sem cessar pela causa do Mestre, porque a nossa recompensa não será nesta terra, mas no céus. “Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mt 5.12) “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11).

VII.  CONSIDERAÇÕES FINAIS NO CÉU

1.      Seremos vestidos de vestes brancas Ap 3.5.
Isso ocorrerá logo após o arrebatamento, essa será a roupa que usaremos no céu com Jesus. O branco representa as justiça e a santidade dos salvos.

2.      Ao que vencer, eu o farei coluna Ap 3.12.
Isso prova-nos que nunca sairemos do céu para habitar outra vez na terra no meio de sofrimento e dor. Essa promessa só irá cumprir-se definitivamente depois do arrebatamento, quando todos os que vencerem estiverem juntos para sempre.

3.      Ao que vencer se assentará com Jesus em seu trono Ap 3.21.
Quando todos os salvos estiverem juntos no céu, então, iremos assentar-nos com Jesus no seu trono de Glória.

4.      Iremos comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus: Ap 2.7.
Depois de tudo consumado por Deus em seu plano de salvação e o número dos salvos completarem-se, então o Senhor levará a todos a comer da árvore da vida, para que vivamos para sempre, pois a partir deste momento morte para os salvos não existirá.

5.      Não recebermos o dano da 2ª morte: Ap 2.11.
A segunda morte está relacionada à condenação eterna, para nós não existirá a segunda morte, pois estaremos com o Senhor para sempre. Quem subiu no arrebatamento escapou da segunda morte.

6.      Iremos comer do maná escondido e receber um novo nome escrito em uma pedra branca: Ap 2.17.
Isto ocorrerá logo após a entrega dos galardões. O galardão que o Senhor dará como recompensa pelo trabalho a Deus será utilizado no reinado de Cristo aqui na terra, pois quem precisa de coroa a não ser para participar de um reinado, e isto fica bem claro se compararmos as promessas de Cristo como recompensa conforme abaixo:

A. Reinarão com Ele mil anos (Ap 20.6).
B. E dar-lhe-ei poder sobre as nações (Ap 2.26-28).
C. E concederei que se assente comigo no meu trono (Ap 3.21).
D. E dar-te-ei a coroa da vida (Ap 2.10).

Isso ocorrerá quando o Senhor implantar o Milênio sobre a terra e reger as nações com varas de ferro, nós estaremos também exercendo poder sobre as nações concedidas pelo Senhor.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A Soberania de Deus



Por Mauro Rehder Meira
O que quer dizer a bíblia quando chama Deus de soberano?

Langston, em sua definição de Deus escreve: Deus é um espírito pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor, cria, sustenta e GOVERNA todas as coisas.

Quando a bíblia se refere à soberania de Deus, ela quer dizer que ele é aquele que tudo e a todos governa.

O salmo expressa bem essa verdade. Sl 22:8 "Porque o domínio é do Senhor, e ele reina sobre as nações".
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A bíblia quer dizer com isso que Deus é Deus e nada faz constrangido por coisa alguma, mas tudo faz segundo o conselho da sua vontade.

Ef 1:11 "Nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade".

A soberania faz parte do caráter de Deus e de ninguém mais. Ele é o único soberano.

1 Tm 6:15: "A qual, no tempo próprio, manifestará o bem-aventurado e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores;"

Vejamos alguns episódios, especialmente no livro de Êxodo, que mostram e exaltam esse atributo maravilhoso de Deus.

A soberania de Deus na vida de José.

Seus irmãos o venderam como escravo, mas a bíblia deixa claro que Deus é quem governa os acontecimentos e dirige a história.

Gn 45:5: "Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos aborreçais por me haverdes vendido para cá; porque para preservar vida é que Deus me enviou adiante de vós."

Deus foi quem enviou José ao Egito e não seus irmãos como eles pensavam.

Gn 50:20: "Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida."

A soberania de Deus na vida do seu povo I.

Ex 1:7: "Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito, multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra se encheu deles."

Veja se isso não é o desígnio de Deus descrito em Gn 15:5, se cumprindo.

Gn 15:5 "Então o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência."

Observe também Ex 1:8-11: "Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei, que não conhecera a José. 9. Disse ele ao seu povo: Eis que o povo de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós e se retire da terra. 11. Portanto puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Assim os israelitas edificaram para Faraó cidades armazéns, Pitom e Ramessés."

Deus disse que seu povo se multiplicaria, mas o novo rei quis ser astuto e impedir a multiplicação dos hebreus, e mal sabia ele que estava intentando contra os propósitos eternos e soberanos de Deus.

Perceba a reação do Deus soberano ao contemplar os planos dos homens que contrariam sua vontade.

Salmo 2:4-5: “Do seu trono, no céu, o SENHOR ri e faz pouco caso dos tolos planos dos homens. Quando chegar a hora certa, em sua ira, ele vai falar. Os homens ficarão desorientados e aterrorizados com o furor de Deus”.

Qual o resultado da astúcia do rei contra o propósito de Deus?

Ex 1:12: "Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se inquietavam por causa dos filhos de Israel."

A soberania de Deus causa inquietação para muitas pessoas, mas para os seus filhos é motivo de segurança, pois um Deus soberano governa absoluto em seu trono no céu. Quero dizer que esse Deus soberano é amor. É o Deus que se fez carne e se entregou na cruz. Não compreendo o motivo de muitos não conseguirem lidar com ambas realidades. Não há contradição em Deus nem em sua palavra, nós é que somos limitados e não entendemos muitas coisas, mas não podemos limitar Deus. Deus é soberano justamente porque ele é amor. Espero que compreenda.

A soberania de Deus na vida de Moisés.

Ex 1:22: "Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida."

Mesmo com a ordem de seu pai para matar os meninos hebreus, a filha de faraó tem compaixão de Moisés e permite que sua mãe o crie e ainda lhe paga por isso.

Ex 2:5-9: "A filha de Faraó desceu para banhar-se no rio, e as suas criadas passeavam à beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos, mandou a sua criada buscá-la. 6. E abrindo-a, viu a criança, e eis que o menino chorava; então ela teve compaixão dele, e disse: Este é um dos filhos dos hebreus. 7. Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: Queres que eu te vá chamar uma ama dentre as hebréias, para que crie este menino para ti? 8. Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Foi, pois, a moça e chamou a mãe do menino. 9. Disse-lhe a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei o teu salário. E a mulher tomou o menino e o criou."

O salmo 115:3 explica como coisas assim podem acontecer.

Sl 115:3: "Pois o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que quer."

Não há outra explicação senão o querer de Deus sendo mantido, o propósito de Deus sendo cumprido de acordo com a sua vontade.

O Senhor tinha um propósito para Moisés. Libertar seu povo da escravidão no Egito e levá-lo de volta à terra prometida, por isso, a criança não poderia morrer.

A soberania de Deus na vida do seu povo II.

Repare que até mesmo o fato do seu povo estar sob a escravidão dos egípcios, se deve à soberania e ao desígnio de Deus, veja:

Gn 15:13-14: "Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos; 14. sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens."

Deus disse e Deus está cumprindo suas palavras; seu povo está reduzido à escravidão e está sendo afligido.

Quero agora destacar o verso 14 que diz: sairão com grandes riquezas!

Esse verso e seu cumprimento, nos leva a perceber a soberania de Deus na vida de uma nação estrangeira, (que analisaremos em seguida) que não o seu povo escolhido. Deus é soberano sobre todos.

A soberania de Deus na vida de uma nação estrangeira.

O que o fato de saírem com grandes riquezas tem a ver com a soberania de Deus?

Tudo. Pois Deus, para cumprir sua palavra, fez com que os hebreus, antes de saírem do Egito, encontrassem graça diante dos egípcios, para que os egípcios dessem suas riquezas aos hebreus.

Ex 3:21-22: "E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios. 22. Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata e joias de ouro, bem como vestidos, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; assim despojareis os egípcios."

Ex 11:1-3: "Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, joias de prata e joias de ouro. 3. E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios. Além disso o varão Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo."

Deus disse e aconteceu. Deus é soberano. A bíblia diz que Deus deu ao povo graça, diante dos egípcios.

O senhor amoleceu o coração dos egípcios. Fez com que seu povo achasse mercê diante dos seus exatores.

Deus controla e governa o coração de uma nação estrangeira fazendo com que entreguem sua riqueza aos hebreus.

Deus determina o que vai acontecer (sairão com riquezas), determina o meio pelo qual isso se cumprirá (o povo deveria pedir) e cumpre sua palavra (inclinando o coração dos egípcios a darem a riqueza).

Sobre esse Deus, os profetas escreveram:

Is 46:9-10: "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; 10. que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade;"

Nosso Deus é soberano; e é ele, e não o homem, quem determina o que há de acontecer, é ele quem anuncia o que deve acontecer.

É importante esclarecer que quando a bíblia usa essa linguagem não está dizendo que Deus prevê o futuro (como se a história acontecesse a parte de Deus), como se Deus fosse um profeta (vidente), mas está dizendo que ele mesmo o estabelece.

Em determinada situações, muitos dizem: Deus não faria uma coisa dessas! Mas observe o texto abaixo:

Dn 4:35: "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?"

Daniel em seu registro deixa claro que Deus atua no céu e na terra para que a sua vontade se cumpra. Não há como expressar de maneira mais clara essa verdade. Deus opera tanto no exército do céu quanto entre os moradores da terra para que o que ele determinou se cumpra, exatamente de acordo com a sua vontade. No final e em tudo, sempre é a vontade de Deus prevalece, sempre.

A soberania de Deus na vida do rei.

Assim como Deus controla o coração de uma nação estrangeira, controla também o coração do seu rei.

Deus haveria de libertar seu povo e manda Moisés falar com faraó, mas veja o Deus diz.

Ex 3:19: "Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser por uma forte mão."

Será que faraó, o rei do Egito poderia impedir Deus de realizar a sua vontade?

No v.19, Deus disse que sabia que o rei não os deixaria ir, pois ele mesmo endureceu o coração de faraó.

Ex 4:21: "Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo."

Veja que Deus diz que ele mesmo endurecerá o coração do rei.

Deus havia mexido no coração dos egípcios (amolecendo-o) e agora mexerá no coração do rei (endurecendo-o); Deus é soberano e inclina o coração de quem ele quer, para onde ele quer, a fim de que a sua vontade e seu propósito se cumpra. Olhe a soberania de Deus!

Veja o que um rei disse sobre coisas como essas:

Pv 21:1: "Como corrente de águas é o coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer."

Claramente percebemos que Deus interfere no desejo do coração humano a fim de realizar seus desejos. Deus é soberano! Deus é Deus.

Agora, analisemos qual o propósito de Deus ao controlar o coração de faraó e o endurecer?

Ex 10:1-2: "Depois disse o Senhor a Moisés: vai a Faraó; porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para manifestar estes meus sinais no meio deles, 2. e para que contes aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais que operei entre eles; para que vós saibais que eu sou o Senhor."

Deus endurece o coração de faraó com propósitos santos e soberanos. Aliás, tudo o que Deus faz é com propósito, e todos os seus propósitos são santos.

Deus endurece o coração de faraó para fazer os seus sinais no meio deles (v. 1). Pois Deus determinou que fosse assim, Deus determinou que os tiraria por mão forte (Ex 3:19). E Deus assim o faz, perceba:

Ex 6:1: "Então disse o Senhor a Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; pois por uma poderosa mão os deixará ir, sim, por uma poderosa mão os lançará de sua terra."

Ex 3:20: "Portanto estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele. Depois vos deixará ir."

Deus determinou que seu povo sairia do Egito por grande e poderosa mão e assim será. Se faraó, na primeira visita de Moisés tivesse deixado o povo ir, não teriam sido feitos os sinais que Deus disse que faria; por isso Deus endurece o coração de faraó para que não deixe o povo ir a fim de que o Senhor realize grandes prodígios na terra do Egito. Se Deus quisesse, teria libertado o seu povo rapidamente, matando faraó, o cortando da face da terra, mas decide mantê-lo vivo, para mostrar nele o seu poder, perceba como é exatamente isso que o texto diz:

Ex 9:15-16: "Agora, por pouco, teria eu estendido a mão e ferido a ti e ao teu povo com pestilência, e tu terias sido cortado da terra; 16. mas, na verdade, para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra."

Qualquer tentativa de amenizar a força dessas palavras é tirar a glória de Deus. Se Deus não quisesse dizer isso, isso não estaria no texto sagrado. Ou cremos que a bíblia é inspirada ou mexemos nela de acordo com nossas convicções.

Deus não da jeitinho, Deus faz o que quer. Sei que para alguns isso é difícil até de falar, mas não deixa de ser verdade. A história não acontece fora de Deus, mas em Deus (At 17:28 "porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos"). É nele que tudo acontece.

Deus não sabe de todas as coisas apenas porque sabe o que vai acontecer. Deus não sabe de todas as coisas porque ele é onisciente, Deus é onisciente porque ele mesmo determinou todas as coisas.

Como é bom percebemos a grandeza de Deus e descansarmos no que está escrito em Atos dos Apóstolos. Leia com cuidado observando a divindade do nosso Deus. Observe como é ele que tudo e a todos sustenta.

At 17:24-26;28-29: "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; 25. nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; 26. e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; 28. porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração. 29. Sendo nós, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem."

Nosso Deus não é um ídolo esculpido de ouro, de prata ou de pedra. Nosso Deus é de fato e de verdade Deus, embora hoje ele seja retratado muita vezes como alguém menor que ele mesmo, ou seja, um ídolo. De um só, ele fez todas as raças e determina o tempo e o limite da habitação de cada um. NELE, vivemos, nos movemos e existimos. Que contraste estupendo entre o criador e as criaturas.

Deus endurece o coração de faraó, também para que esse episódio fosse contado aos filhos e aos filhos dos filhos dos hebreus, para que eles soubessem o que Deus fizera na terra do Egito (v. 2).

Mas Deus endurece o coração de faraó, sobretudo, PARA QUE SAIBAIS QUE EU SOU O SENHOR! (v.2).

Termino esse escrito com as palavras inspiradas de Davi, declarando de maneira assombrosa o quão grande, absoluto, único, suficiente, poderoso, glorioso e soberano é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

1 Cr 29:10-13: "Pelo que Davi bendisse ao Senhor na presença de toda a congregação, dizendo: Bendito és tu, ó Senhor, Deus de nosso pai Israel, de eternidade em eternidade. 11. Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há no céu e na terra; teu é, ó Senhor, o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos. 12. Tanto riquezas como honra vêm de Ti, tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. 13. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome."