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quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Templo de Deus




Por Douglas Pereira da Silva

De acordo com o ensino apostólico, o templo é o coração de cada crente que foi verdadeiramente regenerado pelo Espirito de Deus (I Coríntios 3.16).

O espaço físico construído com cimento e tijolos é apenas um local onde os cristãos se reúnem em amor e alegria, com o intuito de, em comunhão, cultuar a Deus; pois o Criador não habita em templos feito por mãos humanas (Atos 17.24).

O Senhor Jesus disse que habita e faz morada na pessoa que ama a sua Palavra, isto é, no cristão e não no espaço físico construído com tijolos e cimento (João 14.23).

Só mesmo desenhando para o povo entender, e mesmo assim, alguns insistirão em chamar o prédio de "casa" de Deus...

Então, segue abaixo o desenho:

quarta-feira, 15 de julho de 2015

"Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica"



Por Mateus de Souza

Se você frequenta uma denominação pentecostal, tenho quase certeza que já ouviu a frase do título desta postagem. Há vários irmãos os quais não consideram o estudo bíblico importante; outros até consideram errado. E dizem que a letra da Bíblia - bem como sua interpretação - são "reveladas" e não entendemos através de uma leitura contextualizada.

Se você frequenta a CCB (denominação a qual frequento) com certeza já ouviu isso. Mas gostaria de te lembrar do primeiro ponto de doutrina, o qual fala da Bíblia Sagrada.

"Nós cremos na inteira Bíblia e aceitamo-La como contendendo a infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. A Palavra de Deus é a única e perfeita guia da nossa fé e conduta, e a Ela nada se pode acrescentar ou d'Ela diminuir. É, também, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. (II Pedro 1:21; II Timóteo 3:16-17; Romanos 1:16)"

Esta frase "a letra mata, mas o Espírito vivifica" não constitui nem um versículo, mas parte de um. E as pessoas interpretam rapidamente sem entender o seu contexto. Nem leem os versículos iniciais do capítulo (pois é assim que entendemos).

Pois bem, vamos lá. Para entendermos o que essa frase significa, precisamos entender coisas elementares da Palavra de Deus.

Vou tentar fazer um resumão:

Deus criou o ser humano reto. Porém ele pecou contra Deus e se rebelou. Por causa de Adão todos viraram pecadores, e isso foi para toda a raça humana (Romanos 5:12).

Deus porém para demonstrar a sua Justiça deu ao ser humano a Lei. Esta consiste em mandamentos justos que o ser humano jamais consegue cumprir em sua plenitude. Deus a escreveu em duas tábuas e entregou a Moisés. Você vê isso ao ler Êxodo 19 e 20. A Lei são 10 mandamentos santos, justos e perfeitos.

Nós entendemos que o homem nasceu no pecado e é escravo do pecado, por isso não consegue ser perfeito em cumprimento à Santa Lei de Deus. Logo, a Lei apenas acaba condenando o ser humano e não o salva. Ela traz o conhecimento do pecado.

"Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás." (Romanos 7:7).

E como vimos, Deus deu a Lei no Antigo Testamento, escrita em tábuas para Moisés. Ao entender isso, você entenderá que a letra que mata se refere à Lei, e o Espírito que vivifica é uma referência à Graça na Nova Aliança.

Vamos analisar desde o inicio do capítulo para entendermos. Preste atenção nas partes que pintarei de azul.

"Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica." (2 Coríntios 3:1-6).

Compreenderam? O apóstolo Paulo faz uma comparação entre a antiga aliança e a nova.

Na antiga Deus escreveu (a letra) em tábuas, e esta letra mata, porque o homem nunca consegue cumpri-la. Mas na nova aliança, não temos mais a letra que mata (Lei) como justificação, mas a Graça, pela qual somos salvos.

Por essa razão ele diz que somos ministros de um novo testamento (Graça, justificação pela fé), não da letra (Lei), mas do Espírito (referindo-se à nova aliança), porque a letra mata (a Lei não salva, apenas diz o que é justo, que o homem nunca consegue cumprir totalmente), mas o Espírito vivifica (No novo testamento temos o Espírito fixado em nossos corações por já sermos justificados).

E para entender de vez que Paulo se referia à Lei quando falava da "letra que mata", leiamos os versículos seguintes do mesmo capítulo:

"O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, Como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça." (2 Coríntios 3:6-9)

Portanto, dizer que "A letra mata mas o Espírito vivifica" no intuito de reprovar o estudo bíblico alegando que tudo é "revelação" está totalmente errado.

Podemos concluir que a letra que mata é a Lei escrita em tábuas (Os dez mandamentos), porque ela é justa e o homem é pecador. Que o Espírito que vivifica é uma referência à nova aliança, à Graça e ao Espírito que é fixado em nossos corações pela Fé e não a supostas revelações.

Sola Scriptura a todos. Deus abençoe aos queridos leitores.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Salvação, galardão, juízo final, tribunal de Cristo e o cristão

 
Por Mateus de Souza
 
Há vários cristãos os quais pensam que comparecerão ao Juízo Final para ser julgado por Deus. E pensam que a salvação é por obras, boa conduta e mérito - portanto creem que poderão ser salvos ou não nesse suposto encontro com o Senhor, dependendo de suas boas obras.

Entretanto, não é isso que nos ensina a Escritura. Quem comparecerá a este Julgamento serão os ímpios perdidos e não os filhos de Deus. E todos aqueles que forem para lá serão condenados. Não haverá salvação. O Juízo Final é uma espécie de "prestação de contas" que Deus dará aos perdidos, explicando-lhes a razão da condenação mediante os livros abertos de tudo o que fizeram, falaram, pensaram e desejaram. Vejam com detalhe:

"E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo."
(Apocalipse 20:11-15).
 
Ninguém sairá salvo desse evento. E por que o cristão não participa? Porque ele é salvo pela Graça mediante a fé e Misericórdia de Deus (Efésios 2:8-9; Tito 3:5-6). Portanto os filhos de Deus aqui podem se sentir eternamente salvos, como disse Jesus:
 
"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (João 5:24).
 
O cristão, como vimos, não participará do Grande Juízo. Ele é salvo. Mas ele participará de outro evento, para prestar contas a Deus de seu trabalho cristão e suas obras. Tal lugar se chama "Tribunal de Cristo", onde comparecerão apenas os salvos. E nesse tribunal não seremos julgados para adquirir ou não a salvação (pois só comparecerá quem é salvo), mas para alcançar ou não galardão.
 
É essencial entendermos a diferença entre Salvação e Galardão.
 
- Salvação: consiste em passar da morte eterna para a vida eterna unicamente pela Fé em Jesus. (João 5:24; Efésios 2:8-9)
 
- Galardão: são prêmios/recompensas pelo trabalho cristão e pelas suas obras. Haverá cristãos que os receberão, outros, porém, não. Na Bíblia os galardões são chamados muitas vezes de "coroa": coroa de glória, coroa de incorrupção, coroa da vida.
 
Eis a passagem que nos fala disso:
 
"A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo." (I Coríntios 3:13-15).
 
Ou seja, nossas obras serão provadas no fogo no Tribunal de Cristo. Se elas não se queimarem (forem muito boas), receberemos os prêmios. Se se queimarem (obras ruins), não receberemos os prêmios, mas mesmo assim seremos salvos, pois a Salvação não se alcança pelas obras, visto que é impossível.
 
Não conseguimos agora entender como será um cristão com prêmios (galardões) e outros não. Porém é uma realidade atestada na Bíblia.
 
Portanto, concluímos:
 
- Juízo Final será somente para os perdidos. Ninguém que for se salvará. Serão julgados mediante tudo o que fizeram, pensarem e desejaram.
 
- Tribunal de Cristo será somente para os cristãos, não julgamento para salvação, mas para galardão. O que crê em Cristo já está salvo (João 3:18).
 
Sobre o Autor: Mateus de Souza é cristão bereiano, calvinista por convicção, professor de música, violinista, membro da CCB, aluno do curso superior de Ciências Contábeis, autodidata em teologia e colaborador adjunto do blog Teologando.

sábado, 11 de julho de 2015

Motivo pelo qual defendo a criação de estudos Bíblicos na Congregação Cristã no Brasil


Por Douglas Pereira da Silva

Há muito tempo venho defendendo a necessidade URGENTE de criar uma escola Bíblica ou então um culto semanal dedicado ao estudo e reflexão da palavra de Deus na Congregação Cristã no Brasil.

Hoje (11/07/2015), tive novamente a oportunidade de dialogar com o irmão que me inspirou a escrever o artigo postado neste humilde espaço – “O Novo Nascimento e a Casa do Pai”.

O conteúdo da prosa ilustra a mentalidade de quase 100% das crendices e da estranhíssima Fé da nossa querida irmandade – infelizmente.

O egrégio irmão – não vou dizer o nome dele – está há mais de 20 anos servindo a Deus e frequentando a denominação, mas pelo que parece, não faz a mínima ideia das doutrinas básicas do cristianismo, principalmente assuntos de grande relevância da Fé Cristã como: a Justificação, Santificação e a Glorificação – o tripé da Soteriologia - a ciência da Teologia Sistemática que trata do estudo da Salvação do homem.

Transcreverei abaixo, uma pequena parcela do nosso diálogo e peço aos queridos leitores que opinem, se este simplório autor tem ou não razão para continuar defendendo a criação de uma escola Bíblica na CCB:

Irmão CCB: “Esse XXX, é outro morto, Aquele que se ajunta com uma meretriz, faz um corpo só com ela. Se esse XXX, tiver um céu pra dar pra ele, fique a vontade, O adultério é o fruto da morte,”

Douglas: Parabéns por sua santidade irmão CCB, queria ser como você... Certamente você nunca mais pecou depois de ter passado pelas águas do santo batismo, não é mesmo?

Irmão CCB: “Não mesmo, tenho fraqueza não pecado de morte,”

Douglas: “Puxa, que orgulho... Continue assim, certamente sendo firme e fiel como você é, herdaras a coroa da vida eterna! MEUS PARABÉNS...”

Irmão CCB: “Obrigado, não digo que o cometeu adultério, vai pro inferno. mas não ressuscitara , na vida do Senhor, ele vai aguardar o julgamento depois do milênio.”

Douglas: “Nossa... Que "dotrina" interessante irmão! Onde foi que você leu isso? Está na Bíblia? ”

Irmão CCB: “Com certeza, esta em vários lugares,”

Douglas: “É mesmo? Então “tá serto"... Só cuide para não ler, ou pelo menos arrancar da sua Bíblia o livro de Salmos; pois afinal de contas, o autor de boa parte daqueles poemas foi o rei Davi, que era um "pecador de morte". Além disso, na pilantragem, Davi planejou a morte do marido da mulher para assumi-la publicamente...”

Vejam só que resposta mais emburrecedora do irmão CCB:

Irmão CCB: “Davi não tava na Graça, jesus Cristo não tinha vindo”

Davi estava vivendo em um período conhecido como advento da Lei, mas experimentou a GRAÇA de Deus pois o seu pecado foi perdoado, uma vez que ele deveria ser morto conforme prescreve o código penal hebreu, a Lei de Moisés (Levíticos 20.10).

Seguindo a lógica deste comentário inepto e emburrecedor do Irmão CCB, segue-se que é melhor viver sob a Lei de Moisés do que na Graça de Cristo; Sim! Pois na Lei de Moisés o indivíduo teria alguma chance de ser perdoado, e na Graça de Cristo NÃO!

Douglas: “Ah é mesmo... Havia me esquecido desse detalhe! Além disso ele não conheceu o batismo que limpa os pecados! ”

Irmão CCB: “desejou muito alcançar, mas não foi possivel.”

Davi desejou alcançar o batismo que limpa o pecado... WHAT? (Lembrando que essa falácia de batismo que limpa o pecado, é uma baita heresia que não encontra o menor traço de respaldo nas Escrituras Sagradas).

Já sei! Deve estar escrito na epístola de Paulo aos Ccbeianos, capítulo 6, versículo 666 [Risos].

Douglas: “Sim... será que Davi foi para o céu? ”

Irmão CCB: “Ainda, não, ta esperando o ultimo”

Douglas: “Esperando o ultimo o quê? ”

Irmão CCB: “O ultimo que não é vc, com certeza.”

Douglas: “Não entendi... O que você quis dizer com "esperando o ultimo”? ”

Irmão CCB: “Quem diz que quero te esclarecer? vc não precisa disso, ja te disse que é o CARA>!!!!”

Douglas: “Sou nada! Você que é, afinal você nunca pecou depois do batismo! Eu... Vixi... Depois do batismo pequei pra caramba, e peco até hoje! ”

Irmão CCB: “Te vejo depois do milênio, pra bater um papo.”

Douglas: “Sim... Como sou pecador não vou participar do milênio, NÉ? ” Então está bom! Obrigado pela oportunidade de "aprendizado". Muito legal a "dotrina" que você segue!

Irmão CCB: “Não tem nada de legal,,”

Douglas: “Por que não? Se você está na "dotrina" que leva para o céu, ela só pode ser legal...”

Irmão CCB: “A renuncia de si mesmo, e de seus sonhos, é um preço alto. que nem todos querem pagar,”

Douglas: “Ah... Entendi. Então continue assim, pagando um preço para entrar no céu! ”

Chega a ser engraçado as opiniões e a Fé do irmão CCB, mas lamentável e desastrosamente, esta é a mentalidade religiosa de quase 100% dos adeptos da Congregação Cristã no Brasil – o povo realmente perece pela falta de conhecimento.

Continuo orando para que Deus tenha misericórdia da nossa querida irmandade e desperte o nosso povo para praticar com entusiasmo e fervorosa dedicação, a leitura do livro que mudou a minha concepção de religião e continua mudando a minha vida até hoje – A Bíblia Sagrada.

E que também mude a perspectiva do conselho de anciães do Braz, para providenciar com extrema URGÊNCIA o desenvolvimento e a criação de uma escola Bíblica ou um culto semanal focado em estudos Bíblicos, para erradicar este “analfaBíblismo” e, pelo menos reduzir, este tremendo prejuízo que a cultura oral doutrinária ccbeiana causou e tem causado para o cristianismo Bíblico.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O Novo Nascimento e a casa do Pai


Por Douglas Pereira da Silva

"O irmão Douglas Pereira da Silva, VC Acha mesmo que eu preciso reeler o ponto de dotrina ? Foi vc que saiu da casa do pai ,( e da fartura) pra comer bolotas de porcos, na casa da miséria".

A controvérsia acima foi o resultado de uma concisa troca de idéias com mais um tipico membro da Congregação Cristã no Brasil.

Minha tentativa frustrada foi esclarecer que o Novo Nascimento só acontece pela Fé em Jesus Cristo, e não pelas águas do "Santo Batismo" realizado na denominação, como quer este pobre e inocente desavisado.

O pior é que esta sandice é pregado por muitos anciães e cooperadores - eu mesmo já presenciei tais homilias - que ainda não se deram conta que estão contradizendo a doutrina oficial da CCB com mais esta burrice teológica.

O ponto de doutrina nº 5 que consta na contra capa do hinário "Hinos de Louvores e Súplicas a Deus" tão conhecido da nossa amada irmandade, no texto "Pontos de doutrina e da Fé que uma vez  foi dada aos santos" diz o seguinte:

"5, Nós cremos que o novo nascimento e a regeneração só se recebem pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção." (Romanos 3.24-25; I Corintios 1.30; II Coríntios 5.17).

Ainda não sei o que é pior... (?) 

Acreditar no Novo Nascimento através das águas batismais ou chamar uma denominação religiosa de Casa do Pai?

Quem lê o Novo Testamento e honra o compromisso com a palavra de Deus e com o Deus da palavra, sabe que o prédio chamado erroneamente de templo, é apenas um local de reunião onde cristãos se encontram para juntos, em comunhão, cultuar a Deus.

Aquele prédio cinza chamado equivocadamente de templo não é a casa de Deus; o Criador não esta limitado em quatro paredes.

Basta ler Atos 17.24 para descobrir que "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens".

Portanto, o templo, a morada e santuário de Deus, é o coração de cada cristão que foi verdadeiramente regenerado pela Fé em Jesus Cristo:

"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (I Coríntios 3.16).

Até mesmo os profetas da antiga aliança sabiam que Deus não habitava em construções de tijolos:

"Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” ( Isaías 57.15 ).

Jesus então, que é o autor e consumador da nossa Fé, jamais disse que o prédio é a casa do Pai; muito pelo contrário:

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada ( João 14.23 ). 

É triste ver a ignorância e o "analfa-biblismo" no meio do nosso povo, pois ainda é perceptível pela celeuma ocasionada por estas heresias, que a CCB está muito aquém do evangelho anunciado pelos apóstolos e pelo Senhor Jesus! 
 
Lastimável...
 
Que Deus tenha misericórdia da nossa querida irmandade!
 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Voltei para o meu Lar

 
Por Douglas Pereira da Silva
 
 
Monólogo da parábola do filho pródigo – Lucas 15.11-32 – pregado no dia 09 de Junho de 2015, na sala de aula da Faculdade Teológica Batista de Osasco e Adjacências.
  
Nasci e fui criado em uma família feliz; tive carinho, amor, atenção e uma boa educação dentro de casa. Meu Pai era um homem muito sábio, firme em suas decisões, manso, amoroso, era e é o maior exemplo para a nossa família. Cresci neste ambiente de amor e retidão; sempre em sua presença e companhia, meu Pai me ensinava com dedicação e esmero, os bons costumes e a ser um cidadão de respeito e dignidade. Tinha toda a liberdade que desejava dentro de casa; meu Pai confiava plenamente em mim para administrar os seus negócios, e ainda, me orientava para que no futuro soubesse conservar o patrimônio e valorizar tudo o que tinha conquistado com nosso trabalho: os campos e as ovelhas que nossa família possuía, pois éramos o mais rico de toda região.
Então fui crescendo, crescendo e crescendo.
Quando cheguei à juventude, um sentimento de insatisfação pela minha pacata vida no campo e a curiosidade em conhecer o mundo e viver na cidade, se instalara abruptamente na silenciosa sala do meu coração; cada vez mais pulsava dentro de mim, aquele espirito aventureiro e rebelde, pois desde então, achava a vida no campo muito sem graça; já não tinha o mesmo interesse e entusiasmo em cuidar dos negócios e viver com minha família; passei a negligenciar contundentemente as orientações que desde cedo recebi, não tinha mais a mesma alegria de outrora, não queria mais viver naquele ambiente por sentir-me deslocado e pensar que estava perdendo meu tempo naquele lugar.
Certo dia, já com o espirito completamente rebelde e insubmisso, fui ajustar as minhas contas e haveres com meu Pai, exigindo minha parte na herança a fim de partir e nunca mais voltar. Neste ponto, o meu grande sonho era “curtir” a vida e ser “feliz”. Sequer me importei em ouvir seus conselhos e advertência, que com amor e ternura me falava. Tamanha era a cegueira que eu me encontrava, iludido com a falsa percepção de alegria que o mundo proporciona, com a mente completamente insana e sem consideração, não fui capaz de perceber o meu terrível desatino: que exigir o pagamento da minha parte na herança, era o mesmo que matar o Homem que sempre me amou.
Com a parte que me tocava da herança em mãos, parti com rumo ao destino de uma vida de aventura e curtição; sonhava com este dia – de sair da minha casa e ganhar a vida.
Fiz muitos “amigos”, era muito “querido” e “amado” por todos que conheci nesta nova fase. Tive muitas mulheres, e “aproveitei” ao máximo todos os prazeres que o mundo pode oferecer: festas, amigos, bebidas, orgias e lugares de alto requinte. Planejava investir uma parte daquela grana, mas gastava compulsivamente para sustentar os vícios que adquiri; até que um dia, percebi que já restava pouco dinheiro em função do desperdício que eu havia cometido.
Foi neste período que uma grande fome acometeu aquela cidade, e usei a quantia que restava para suster-me por um breve período. Todo aquele sonho de ganhar a vida, ser prosperamente independente, meus projetos e desejo de ser “feliz” curtindo a vida na cidade, foram frustrados. Meus “amigos” e as pessoas que andavam em minha companhia nas festas que frequentei, além das mulheres que ostentavam excessiva beleza, me abandonaram. Cheguei ao fundo do poço, precisando mendigar para não morrer de fome, pois nesta circunstancia, findaram todas as minhas economias. Encontrei um emprego de cuidador de porcos, e submeti sem experiência alguma a este dificílimo trabalho, para pelo menos tentar ganhar um prato de comida. Tal era a minha situação de fome e miséria, que desejava comer o alimento que era servido àqueles animais.
Foi neste momento de desespero e angustia que então comecei a cair em si; pois errei e cometi loucura em apostatar do meu Pai, baseado na ilusão de buscar felicidade e satisfação que o mundo – na verdade – jamais poderia proporcionar. O vazio em minha alma e a tristeza era grande. Lembrei-me dos ensinamentos e da postura do meu Pai, do carinho com que me tratava e do conforto da minha casa. “Como voltar atrás? Como desfazer todo o mal e as decisões equivocadas?” Estas foram as duvidas que, após recobrar a minha consciência com arrependimento e contrição, dia e noite corroíam o meu coração.
O desejo de voltar para casa aflorou em mim, mas a vergonha em ter que enfrentar o meu Pai era muito grande. Ensaiava na minha mente e fantasiava a minha volta, alimentando minhas esperanças; “quando encontrar com o meu Pai” – pensava eu – “direi a Ele: Pequei contra o céu e contra Ti e já não sou digno de ser chamado de teu filho, mas faze-me como um dos teus empregados e te servirei até o fim”; pois até os empregados do meu Pai, eram tratados com dignidade, e viviam incomparavelmente melhor do que eu estava vivendo. Minha meta e meu desejo era voltar para casa, mas ficava receoso e com vergonha do que fiz, pensava que meu Pai não perdoaria por causa do terrível erro que cometi, e decepção que Ele sofreu.
Já não suportando mais aquela situação de miséria e angustia, tomei coragem para voltar rumo a minha casa; estava muito sujo e com as vestes rasgadas, havia muito tempo que eu não tomava banho.
Ao chegar à porta de casa, meu Pai me avistou e de longe me reconheceu vindo ao meu encontro. Meu coração batia tanto, parecia que ia sair pela boca. Quando Ele se aproximou de mim, então falei sem hesitar olhando para o chão, dado o sentimento de fracasso e vergonha que agora residia em meu coração: “Pai, Pequei contra o céu e contra Ti e já não sou digno de ser chamado de teu filho, mas faze-me como um dos teus empregados e te servirei até o fim”.
Com ternura e amor, sem exigir quaisquer explicações meu Pai me abraçou com tanta força, que o calor dos seus braços foi suficiente para aquecer o meu corpo gelado do intenso frio das inúmeras noites que estive nas ruas sozinho, dormindo pelas sarjetas; Ele não olhou a maneira como eu estava: sujo e maltrapilho, meu corpo e fisionomia refletia fielmente o resultado das minhas péssimas escolhas.
Ao contrário das minhas expectativas, meu Pai me amou e ama até hoje; fui readmitido novamente e, com orgulho, o meu Pai me chamava de filho. A alegria foi tão grande que Ele evidenciou a sua satisfação em me receber novamente promovendo uma inesquecível festa para comemorar o meu retorno, e ainda, não exigiu de mim quaisquer explicações.
Pude aprender então, que o mundo não pode oferecer amor e o conforto emocional que tanto necessitamos; nada se compara com a alegria que tenho e posso desfrutar na presença do meu Pai, mesmo em momentos de crises e desventuras.
Voltei permanentemente para casa, e aconchego-me todos os dias da minha vida no amor do Meu Pai.
Sim, voltei! Para o meu lar Paternal.
Se, assim como no passado cometi este terrível desatino, você também ambiciona conhecer o mundo e “curtir” a vida se ausentando da presença de Deus, saiba: O mundo, que é este sistema organizado contra os valores do Pai, não é o teu lugar!
Ou quem sabe a minha história passada se pareça com a sua atual, e você cometeu os mesmos erros ou ainda piores e, está com vergonha e sem forças, receoso, pensando que não pode ser perdoado e aceito por Deus, se achando um ser humano irrecuperável, saiba: A bondade de Deus não tem limites e o amor dele por você é incondicional; Ele está de braços abertos aguardando a sua volta.
Portanto, ó filho pródigo e perdido, ó amado irmão, voltai para Deus, vai depressa!
Volta para o seu lar, o lar Paternal!